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14/02/2017

Mãe "morre" na sala de pré-parto, dá à luz e é ressuscitada depois

O diagnóstico foi de pré-eclampsia grave. A equipe médica teve que agir rapidamente para salvar o bebê e trazer a mãe de volta à vida

Já imaginou dar à luz e nascer ao mesmo tempo? Para entender, é preciso conhecer a história de Michele Santiago, de Pernambuco. No dia 6 de janeiro, ela teve uma parada cardíaca quando estava prestes a parir.

Para salvar a criança e a mãe, a equipe médica realizou o parto sem que a mulher apresentasse sinais vitais, algo que acontece em um para cada 30 mil nascimentos. De acordo com o G1, Michele ficou 10 minutos sem dar qualquer indício de vida. A jovem lembrou dos momentos anteriores, quando sua pressão chegou a 16 por 10.

"Comecei a sentir um ‘queimor’ em cima de mim e minha respiração faltando. Eu gritava que estava com falta de ar. Foi quando veio uma agonia. Eu virei para o lado e vomitei. Apaguei. Aí eu não lembro de mais nada", conta.
O diagnóstico foi de pré-eclampsia grave. O obstetra Gláucius Nascimento, da equipe responsável pelo parto, afirmou que a decisão tinha que ser rápida para que eles pudessem salvar o bebê e ressuscitar a mãe.

"Em geral, esse procedimento é realizado numa situação de guerra, com o que tiver, pega-se bisturi e opera do jeito que der. O hospital parou. De repente eu me vi numa sala de pré-parto com tudo que eu precisava pra operar. Fizemos a cesariana de urgência. Tiramos o bebê em situação de morte aparente, mas logo no primeiro minuto ele já respondeu a uma ventilação por oxigênio, e no quinto minuto já tinha se recuperado. Eu escutei o choro do bebê. Naquele momento a equipe se contagiou de alegria", explicou.

Após cuidar de Maisa, os médicos notaram que Michele ainda tinha ritmo cardíaco e fizeram o procedimento que fez com que ela voltasse à vida, chamado de cardioversão ou choque. "Quando os médicos fizeram o choque, ela retornou para o ritmo cardíaco regular", frisou Gláucius. Maisa e Michele agora compartilham da mesma data de nascimento. E muito desejo de viver.



Metrópoles