18 de Junho de 2019
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Farmacêutico de Assis alerta sobre o uso de álcool e medicamento nas festas de fim de ano

Matheus Wendell da Farmácia Medicamentos Brasil esclarece as principais dúvidas sobre o assunto

As festas de final de ano já começaram como as confraternizações, os happy hours com os amigos, o Natal e o Ano Novo. Com muita frequência, essas comemorações envolvem o consumo de bebida alcoólica. A principal dúvida que surge para quem está tomando medicação é: será que posso beber? E o anticoncepcional, será que perde o efeito? Quais serão as consequências da interação da bebida com o antidepressivo?

O farmacêutico da Medicamentos Brasil, Matheus Wendell explica que as consequências da interação entre álcool e medicamentos dependem de vários fatores.

"Entre os fatores da mistura entre álcool e medicação está a composição do medicamento, o organismo do paciente e a quantidade de álcool ingerida. Por isso, de forma geral, a recomendação é evitar misturar álcool com medicamento. O principal órgão prejudicado é o fígado, que metaboliza, por meio das enzimas que produz, o álcool e grande parte dos medicamentos, ficando sobrecarregado. O álcool também afeta especialmente o sistema nervoso central, que comanda nossas ações, alterando substancialmente as capacidades cognitivas estruturais e comportamentais”, diz.

Segundo o farmacêutico, como a bebida altera o metabolismo, o tempo de eliminação do medicamento será alterado, podendo ocorrer antes ou depois do previsto, com possibilidade de prejudicar o tratamento. A gravidade aumenta quando são utilizadas drogas para tratar problemas neurológicos e psiquiátricos, pois o álcool em geral potencializa o efeito dessas substâncias.


Farmacêutico Matheus Wendell


"Antidepressivos agem diretamente no sistema nervoso central. Inicialmente, as bebidas alcoólicas aumentam o efeito do antidepressivo, deixando a pessoa mais estimulada; porém, após passar o efeito da bebida, os sintomas da depressão podem aumentar, já que o álcool é um depressor do Sistema Nervoso Central. Já quando os ansiolíticos são misturados ao álcool aumenta o efeito sedativo, deixando a pessoa inabilitada para conduzir um veículo, por exemplo, além de uma maior probabilidade de efeitos adversos graves, a exemplo de coma e insuficiência respiratória”, explica

Para as mulheres, Matheus alerta quem faz uso de anticoncepcionais: "É necessário utilizar outro método contraceptivo complementar, já que, com a bebida, o efeito do anticoncepcional pode cair.”

"Os anticoncepcionais podem ter tempos variados de permanência no organismo antes de serem eliminados, com duração que varia entre 12 a 24 horas ou mais, dependendo da substância, e isso gera riscos, já que a mulher pode achar que está protegida e ter atividade sexual sem preservativo”, afirma.

O farmacêutico também alerta sobre o uso de álcool e antibióticos.

"A mistura de antibióticos e álcool, por sua vez, pode causar desde vômitos, palpitação, cefaleia, hipotensão, dificuldade respiratória até a morte. Já os antifúngicos/antimicóticos tampouco devem ser tomados com cerveja e afins pelo risco de inibição do efeito e potencialização de toxicidade hepática”, esclarece.


Muita atenção na mistura de álcool com medicamentos


Wendell explica o efeito com analgésicos e antitérmicos.

"O efeito do álcool pode ser potencializado e a velocidade de eliminação do medicamento do organismo será maior, diminuindo seu efeito. Nos casos mais graves, o uso do álcool com paracetamol pode danificar o fígado, uma vez que ambos são metabolizados nesse órgão. Já a mistura com ácido acetilsalicílico pode causar, em casos extremos, hemorragia estomacal, pois ambos irritam a mucosa estomacal”, alerta.

O farmacêutico Matheus Wendell finaliza com um recado.

"Portanto, na dúvida, a regra é: não misturar álcool com nenhum tipo de medicamento. A medicação não pode ser desculpa para faltar a reunião de amigos, afinal, o mais importante nestas festas é o carinho, a atenção e a comemoração por terem passado mais um ano juntos e felizes”, conclui.

Serviço

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Site


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"Medicamentos podem causar efeitos indesejados, evite a automedicação: informe-se com o farmacêutico"
ANVISA - RDC 44/2009

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