22 de Abril de 2019
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UPA Assis explica uso do soro antiescorpiônico

Em caso de picada o paciente deve ser levado rapidamente a um serviço de saúde

A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Assis é o local apropriado para acolhimento de pessoas que sofrem acidentes pela picada de animais peçonhentos, como o escorpião. Assim que o paciente chega à Unidade, recebe atendimento imediato, sendo classificado, na maioria das vezes, como urgência. O soro antiescorpiônico, que é o antídoto à reação da picada do animal, é indicado apenas em alguns casos, mas nem todos.

Grande parte da população acredita que só o soro é capaz de reverter os danos da picada do escorpião e, de fato, ele é eficaz. No entanto, sua indicação não é para todos os casos e nem todos os pacientes. "É importante ressaltar que existe um protocolo de análise clínica e observação minuciosa estabelecido no Manejo Clínico de Acidentes com Animais Peçonhentos da Vigilância Epidemiológica, que deve ser seguido pela equipe médica e de enfermagem, que vai classificar o acidente e a necessidade de administração do soro. Há casos que não é necessário. Não devemos nos esquecer que o soro é feito de proteínas de sangue de cavalo que foram hiperimunizados pelo próprio veneno de escorpião e sempre existe o risco de uma reação”, explica Luciana Almeida, responsável pela Vigilância Epidemiológica da UPA Assis.

As orientações da necessidade de aplicação do soro são passadas pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), do Estado de São Paulo. O treinamento dado aos funcionários da UPA classifica o estado paciente em leve, moderado ou grave, de acordo com os sintomas que ele apresenta. Os casos leves não necessitam do soro antiescorpiônico. "A não administração do soro não significa que a pessoa não vai receber atendimento, nessa situação o protocolo diz que é necessário tratar sintomas (dor) através da administração de analgésico e o bloqueio anestésico no local da picada para amenização da dor. A equipe é treinada para manter o paciente na unidade por no mínimo duas horas para observação e, caso seja observado que o estado evolui de leve para moderado, a aplicação do soro é imediata”, fala Luciana.

Em crianças de até 8 anos o acidente é sempre classificado de moderado a grave, portanto sempre é indicada a realização de soro. Em pacientes idosos, acima de 60, o caso também requer uma observação mais rigorosa, além de manter em observação na unidade recomenda-se a coleta de exames para ser acompanhada a evolução e, na maioria dos casos, a indicação é de administração do soro, após avaliação médica. Isso porque os efeitos da picada, nesses dois grupos, são tratadas como mais graves. Quanto menor a criança, maior a gravidade.

Os principais fatores que influenciam o risco de morte são o tipo do escorpião e a idade. Outro fator que influencia o risco de morte é o tempo decorrido entre a picada e a administração do soro, sendo muito mais elevado entre os pacientes atendidos após 6 horas, do que entre aqueles que recebem soro até uma hora após o acidente.

As ocorrências com escorpiões cresceram 24% em 2018 no estado de São Paulo em comparação com 2017, segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica da secretaria estadual de Saúde. No ano passado, foram registrados 26,9 mil casos de ataque de escorpião e 12 mortes no estado de São Paulo. As regiões paulistas com maior número de ocorrências nesse período foram São José do Rio Preto, com 5 mil casos, e Araçatuba, com 4 mil.


O que fazer em caso de picada de escorpião

O paciente deve ser levado rapidamente a um serviço de saúde. Até chegar, podem ser administrados analgésicos para alívio da dor. Algumas dicas:

- Não utilizar garrotes ou torniquetes.

- Não fazer incisões no local da picada.

- Não aplicar querosene, amoníaco e outras substâncias no local da picada.

- Não administrar bebidas alcoólicas.

- Manter o paciente em repouso, evitando caminhar.

- Manter o paciente hidratado.




A UPA oferece o atendimento imediato em caso de picadas de animais peçonhentos


Assessoria UPA Assis
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