18 de Fevereiro de 2020
17º/33º
ENTRETENIMENTO » COLUNISTAS

Reflexão pós-Páscoa

*Por Pastor Luis Alberto Sanches

A Páscoa ocupa um lugar central nas Escrituras. No Antigo Testamento ela celebra a libertação do povo de Israel do terrível cativeiro do Egito. No Novo Testamento ela refere-se à morte e ressurreição de Jesus Cristo. É um convite à celebração da vida e da liberdade.

No Antigo Testamento Deus tirou o povo do Egito com mão forte e poderosa através do sangue do cordeiro nas ombreiras das portas e das casas. No Novo Testamento Deus nos tira do cativeiro do pecado pelo sangue de Jesus, o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". (João 1:29).

O cordeiro assado, os pães sem fermento e as ervas amargas são os símbolos da páscoa judaica. Jesus era judeu e também comemorava a páscoa. Foi após a refeição pascal que o Senhor instituiu a Santa Ceia, cujos símbolos são o pão e o vinho, que representam o Corpo e o Sangue do Senhor. Jesus Cristo é a nossa páscoa, o nosso Cordeiro Pascal – "Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado". (I Cor. 5:7).

Para os judeus, a Páscoa é a passagem da escravidão do Egito para a liberdade na terra de Canaã, terra prometida. Páscoa significa passagem. Foi na Páscoa judaica que Jesus celebrou a sua própria Páscoa, isto é, a sua passagem da morte para a vida, a sua ressurreição dentre os mortos.

Os cristãos, tal como os Israelitas, devem por de lado o fermento do pecado, da corrupção, da malícia, da desobediência, substituindo-os pelos pães asmos da sinceridade e da verdade – "livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são". ( I Cor. 5:7 e 8).

O simbolismo da Páscoa é muito rico e não pode ser desvirtuado. É a grande mensagem do túmulo vazio, da vitória da vida sobre a morte – "a morte foi destruída pela vitória". (I Cor. 15: 54).

Enquanto outras sepulturas mantêm seus personagens históricos ali depositados, a tumba do líder do cristianismo está vazia e literalmente desocupada. Para a nossa grande alegria, Jesus ressuscitou e a sua ressurreição é o penhor, a garantia da ressurreição dos crentes para a vida eterna nos céus – "Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados". (I Cor. 15: 52).

Ao jovem Timóteo, recomendou o apóstolo Paulo: "Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado de entre os mortos" (2 Tm. 2:8). Podemos nos esquecer de muita coisa nesta vida, mas não podemos nos esquecer do Cristo ressuscitado. Na hora da luta, do sufoco, da doença, da tristeza e da dor, lembre-se do Cristo Vivo. Na hora da celebração, da vitória, lembre-se também dele. Ele é a fonte de toda boa dádiva e com Ele somos mais que vencedores!

Reverendo Luís Alberto Sanches
Presidente do Conselho de Pastores

+ VEJA TAMBÉM