22 de Outubro de 2019
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Superstições e crendices populares...

COLUNISTA - Carlos R. Ticiano

Independente de serem lendas, crenças, superstições, provérbios, ditados a realidade é que
tem muita gente adepta e seguidora destes costumes, valorizando e dando crédito a todos
eles, segundo elas, por se tratarem de uma sabedoria milenar.

Há superstições que ressaltam: Orelha quente ou vermelha, sinal de que estão falando da
pessoa. Coceira na palma da mão, sinal de dinheiro chegando. Quebrar um espelho trás sete
anos de azar. Colocar uma vassoura atrás da porta espanta visita indesejada. Bater três vezes
na madeira espanta o azar. Pedido feito a uma estrela cadente é sempre atendido.

Há provérbios que advertem: Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. De médico e
de louco, todo mundo tem um pouco. O homem comum fala, o sábio escuta, o ignorante discute. Para um bom entendedor, meia palavra basta. A palavra é prata, o silêncio é ouro.
Quem diz o que quer, acaba ouvindo o que não quer.

Há lendas que propagam: Saci-Pererê (menino negro que possui uma perna só). Mula sem
cabeça (que solta fogo pelo pescoço). Curupira (menino dos cabelos vermelhos com os pés
virados para trás). Cuca (velha feia e malvada com cara de jacaré que rapta crianças desobedientes, que não querem dormir). Boitatá (serpente de fogo que protege os animais e
as matas). Caipora (protetora dos animais e guardiã das florestas).

Enquanto os seguidores dessas literaturas, se assim as posso chamá-las, encontradas
principalmente em almanaques de farmácia, sinceramente fica difícil acreditar ou desacreditar
em alguma coisa. Tapam o sol com a peneira e ignoram uma série de barbaridades que nem os
animais seriam capazes de praticarem. Esquecem que há inúmeros perigos em cada rua,
esquina ou praça por onde andam. Não percebem que viver é uma arte e continuar vivo é uma
proeza.

De que adiantam tantas crendices ou algo parecido, se as pessoas insistem em andarem despreocupadas e alheias a tudo que acontece a sua volta, achando que o acaso vai lhe livrar
ou proteger do perigo. Somente as redes sociais por si só, já representam uma verdadeira
armadilha. O relacionamento com as pessoas ficaram comprometidas, em função do politicamente correto, ou seja, cuidado com o que você vê, comenta, fala e principalmente
com o que escreve.

Diante de tantas frases prontas jogadas ao vento, como se fosse chuva de papel picado, eu
prefiro ficar com a imagem dos "Três Macacos Sábios” do provérbio japonês, representados
pelos macacos Mizaru (o que cobre os olhos), Kikazaru (o que tapa os ouvidos) e o Iwazaru (o
que tapa a boca). Que significam através dos seus gestos: Não ouça o mal! Não fale o mal! Não
veja o mal!...

Carlos R. Ticiano
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