30 de Março de 2020
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Morar na rua: realidade urbana e problema social

COLUNISTA Arildo Almeida

O que leva uma pessoa a morar nas ruas? Quais as condições de vida dessa pessoa?
Você já se fez alguma dessas perguntas alguma vez?

Segundo a Secretaria Nacional de Assistência Social, a população em situação de rua se caracteriza por um grupo de pessoas com diferentes realidades, "com vínculos interrompidos ou fragilizados e falta de habitação convencional regular, sendo compelidas a utilizar a rua como espaço de moradia e sustento, por caráter temporário ou de forma permanente”.

Toda cidade, independente do seu tamanho, tem moradores de rua. Os fatores que as levam a isso são diversos, como ausência de vínculos familiares, desemprego, violência, alcoolismo, uso de drogas e doença mental. E isso não é uma questão recente, surgida no século XX; há registros de sua existência desde o século XIV. Portanto, a população em situação de rua não teve a devida atenção nos séculos anteriores.

Por opção ou por falta de alternativa, em caráter temporário ou permanente, é fundamental saber como lidar com esse assunto, a fim de resolver a questão da melhor forma para todos, com tato, empatia e, principalmente, respeito.

Em cidades como São Paulo, os números de moradores em situação de rua são alarmantes. Aqui em Assis, não há muitos moradores de rua. Muitos – na verdade, a maior parte – são pedintes ou pessoas que ficam parte do dia em determinado lugar para beber ou usar drogas. Nos dois casos, essas pessoas têm casa e família e voltam ao final do dia. Há ainda os andarilhos, que passam pela cidade por alguns dias. Mas, moradores em situação de rua, de fato, são poucos.

Mas, mesmo assim, Assis tem atenção com essas pessoas. A Secretaria Municipal de Assistência Social desenvolveu programas para pessoas em situação de rua, independente se elas têm ou não uma casa. A Casa de Passagem, por exemplo, é uma unidade da entidade que faz acolhimento imediato e emergencial para as pessoas que se encontram em situação de rua. O local funciona 24 horas e oferece serviços de alimentação, higiene, pouso, roupas e encaminhamento para unidades de saúde, além de preparar o indivíduo para voltar ao convívio familiar e comunitário. Ainda para usuários de Assis, providencia documentos. Outro equipamento é a horta, que serve como atividade terapêutica para os moradores de rua.

Mas lembra do tratar o assunto com tato, empatia e respeito? Pois é, quando essas pessoas são abordadas, elas são convidadas a conhecer a horta, a ir até a Casa de Passagem, mas não são obrigadas. Independente da situação, são pessoas que têm livre arbítrio e direito de escolha. Elas escolhem se querem ou não ser acolhidas.

Morar na rua é uma realidade urbana e um problema social em todo o país. É importante sabermos lidar com essa situação com empatia e respeito, para que tudo seja resolvido de maneira favorável a todas as partes envolvidas.

Bom dia, Assis!!

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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