31 de Maio de 2020
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Maioria tem medo do coronavírus e apoia suspensão de aulas e eventos e fechamento de fronteiras, diz Datafolha

Pesquisa foi realizada por telefone entre quarta e sexta com 1.558 entrevistados em todas as regiões do país

esquisa Datafolha publicada neste domingo (22) pelo jornal "Folha de S.Paulo” mostra que a maioria da população brasileira tem medo do novo coronavírus, apoia medidas para conter o avanço da pandemia no país e está tomando medidas para evitar ser infectada.

A pesquisa ouviu 1.558 pessoas entre quarta-feira (18) e sexta-feira (20) em todas as regiões do país. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Por causa do coronavírus, o levantamento foi realizado por telefone, método que, segundo o Datafolha, não tem a mesma eficácia das pesquisas presenciais nas ruas e nos domicílios.

Veja os números.

Medo de ser infectado

O instituto perguntou se os entrevistados têm medo de ser infectados. Os percentuais foram:

Muito medo: 36%
Um pouco de medo: 38%
Não tem medo: 26%
Na divisão entre sexo, 44% das mulheres têm muito medo, ante 35% dos homens. Pessoas com mais de 60, que fazem parte do grupo de maior risco, representam o maior índice de pessoas que acham que não vão ser contaminadas: 19%.

Restrições

O instituto também perguntou se os entrevistados achavam necessário a adoção de algumas medidas de restrição. Veja os percentuais dos que se disseram favoráveis a cada uma delas:

Suspender eventos com mais de 100 pessoas: 95%
Suspender viagens de avião para outros países: 94%
Suspender as aulas nas escolas: 92%
Fechar as fronteiras: 92%
Suspender viagens: 92%
Suspender jogos de futebol: 91%
Evitar abraçar e beijar as pessoas: 90%
Evitar frequentar bares e restaurantes: 86%
Fechar shoppings: 84%
Suspender cultos em missas: 82%
Trabalhar em casa: 78%
Evitar fazer reuniões em casa: 76%
Fechar o comércio: 46%

Proibição de sair às ruas

Os entrevistados foram perguntados, também, se concordavam que todas as pessoas sejam proibidas de saírem às ruas por algum tempo para diminuir o contágio com o coronavírus. Os percentuais foram:

A favor: 73%
Contra: 24%
Indiferente: 2%
Não sabe: 1%

Chance de infecção

O instituto perguntou aos entrevistados qual é chance de pegar a doença eles acreditam ter. Veja as respostas :

Tem chance: 83%
Grande: 20%
Média: 33%
Pequena: 30%
Não tem chance: 12%
Não sabe: 5%

Precaução

Os entrevistados foram perguntados sobre as atitudes que estão tomando para evitar serem infectados. As respostas mais citadas foram:

Está tomando atitudes para evitar o contágio: 97%
Lavar as mãos/rosto/nariz: 63%
Evitar sair de casa/quarentena/isolamento social: 59%
Utilizar álcool gel: 46%
Evitar aglomerado de pessoas: 25%
Evitar abraçar e beijar as pessoas: 8%

Impacto no cotidiano

Os entrevistados foram perguntados sobre as mudanças no cotidiano por conta o coronavírus. Veja os números:

Parou de trabalhar: 37%
Deixou de ir às aulas: 55%
Interrompeu as atividades de lazer: 76%
Não sai mais às ruas: 46%
Dificuldade para comprar alimentos e remédios
O instituto também perguntou se os entrevistados estão com dificuldades para comprar alguns alimentos e remédios. Os números são os seguintes:

Alimentos

Muita dificuldade para comprar alguns alimentos: 3%
Um pouco de dificuldade para comprar alguns alimentos: 6%
Não teve dificuldade para comprar alimentos: 89%

Remédios

Muita dificuldade para comprara lguns remédios: 7%
Um pouco de dificuldade para comprar remédios: 7%
Não teve dificuldade para comprar remédios: 80%

Contato físico

Os entrevistados também responderam se deixaram de fazer alguns tipos de contatos físicos. Veja os percentuais que disseram ter deixado de

Abraçar outras pessoas: 77%
Cumprimentar outras pessoas com aperto de mão: 77%
Sair para atividades de lazer: 76%
Beijar outras pessoas: 75%
Sair para ir à escola/faculdade/curso: 55%
Sair na rua: 46%
Fazer alguma viagem que estava programada: 43%
Sair para trabalhar: 37%

Gravidade do surto de coronavírus

Os entrevistados também disseram se acreditam que o surto de coronavírus, que se tornou uma pandemia, é sério ou não é motivo para tanta preocupação. Veja os resultados:

Muito sério: 88%
Não há motivo para tanta preocupação: 11%
Não sabe: 1%

Nível de informação

O Datafolha também perguntou se os entrevistados se sentem bem informados. Veja os números:

Está bem informado: 72%
Está mais ou menos informado: 24%
Está mal informado: 3%

G1
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