08 de Agosto de 2022
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A pandemia e as novas formas de trabalho: 43% dos brasileiros querem mais flexibilidade

COLUNISTA - Elisa Barbosa

A pandemia de Covid-19 acelerou o uso das tecnologias e modificou permanentemente a forma como trabalhamos. E dois pontos chave têm sido debatidos com maior rigorosidade: o número de horas da jornada de trabalho e a possibilidade do trabalho remoto.

Países como a Bélgica, Islândia, Escócia, Suécia e Espanha têm adotado a jornada de trabalho de 4 dias, sem diminuição do salário. Um estudo promovido e avaliado pela Associação de Sustentabilidade e Democracia (Alda) e pelo think tank britânico Autonomy concluiu que o bem-estar dos funcionários melhorou significativamente, os processos de trabalho foram otimizados e estabeleceu-se uma cooperação mais estreita entre os colegas. Em grande parte, a produtividade permaneceu idêntica ou até aumentou.

Em alguns destes países, os trabalhadores podem optar por trabalhar por 5 dias, mas com jornada diária reduzida: 35 horas semanais. No Brasil, a startup de produtos pet Zee.Dog adotou o modelo de 4 dias de trabalho para aumentar a qualidade de vida e a produtividade dos funcionários nos escritórios da empresa de São Paulo e Rio de Janeiro, além de Madri (Espanha) e Shenzhen (China).

Além da redução de horas, outra "novidade" que se intensificou durante o período de pandemia foi o trabalho remoto. Um levantamento da consultoria Mercer indica que 43% dos brasileiros buscam mais flexibilidade no trabalho, pensando principalmente em modelos de trabalho remoto e híbrido, quando há uma combinação do home office com o trabalho presencial.

O valor é menor que o resultado global, que levou em conta pesquisas em 16 países. Nesse caso, 60% dos entrevistados querem mais flexibilidade. O estudo também aponta que 74% dos entrevistados acreditam que as empresas onde trabalham seriam mais bem-sucedidas se tivessem trabalhadores em regime remoto ou híbrido, e 80% afirmaram que a equipe trabalha melhor quando algumas pessoas estão no escritório e outras em casa.

Além disso, 43% se sentem mais conectados com os colegas quando estão trabalhando remotamente.
Divulgação
Elisa Barbosa
Elisa é advogada atuante na área de migração pelo Instituto ProBono e ProMigra/USP, mestre pela UNESP e consultora em ESG - OAB/SP 365.622
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