27 de Setembro de 2020
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A tecnologia diminui distâncias e traz carinho

COLUNISTA Arildo Almeida

Que atire a primeira pedra quem nunca assistiu ao desenho Os Jetsons e pensou que toda aquela rotina vivida pela família do futuro estaria muito longe de nós. Ok, ainda não temos carros voadores ou robôs super interativos, mas estamos vivenciando todo o resto com muita naturalidade: reuniões do trabalho, compras, atendimentos médicos, aulas, exercícios, cursos, reuniões de família e amigos – tudo isso on-line ou por videochamada. Quantas mudanças vivenciamos esse ano. Claro que tudo isso era uma realidade, mas não de forma tão acentuada como nos últimos meses. Dias atrás, ouvi a música "Perto do Fogo”, da Rita Lee, gravada em 1990, que num momento diz: "Estava aqui pensando, no ano de 2020, como será que vai estar o Brasil e nós?”, e completa: "vai ser tudo igual, tudo, tudo igual...”. Não, não está nada igual. Vivemos cheios de medo de um vírus que ainda não foi totalmente desvendado por pesquisadores. E vivemos cheios de saudades; saudade de visitar os amigos, abraçar, ficar perto, andar pelas ruas e reconhecer os rostos das pessoas sem máscaras; saudade de ir para a escola e para o trabalho, sentar perto dos colegas e bater papo. Estamos saudosos do presencial, das coisas simples e cotidianas que antes passavam com tanta naturalidade e quase nem percebíamos a sua importância.

Mas a tecnologia tem nos ajudado a diminuir a saudade do presencial. E estamos fazendo uso dela. Na FEMA, por exemplo, as aulas continuam de forma on-line – professores de um lado da tela e os alunos em suas casas, do outro – reuniões por chamada de vídeo, palestras e webinars. Na semana passada começaram as semanas acadêmicas, também de forma remota. A primeira foi a de Química e foi um sucesso. Alunos do curso participando ativamente via chat, alunos e professores de outros cursos da FEMA, alunos, professores e profissionais de outras cidades, instituições e estados. Entidades também estão usando a tecnologia para continuar seus trabalhos. A UPA de Assis conta agora com a Telemedicina, ou seja, casos muito complexos, antes de serem transferidos para hospitais, podem ser assistidos por um médico especialista de qualquer lugar do país (e o método já salvou vidas). O CDI (Centro Dia do Idoso) e o Cras (Centro de Referência de Assistência Social), ambos coordenados pela Secretaria Municipal de Assistência Social, têm realizado encontros com os idosos e aulas de crochê – tudo virtualmente. As reuniões fortalecem o vínculo e aproximam o contato entre idosos e alunos das duas entidades. A Apae também tem feito o atendimento de forma on-line. Os profissionais de educação, assistência social e saúde gravam e enviam vídeos para os alunos, usuários e pacientes, que devolvem o material gravado, realizando as atividades. A troca de informações faz com que os atendimentos e tratamentos tenham continuidade. As escolas de ensinos Infantil, Fundamental e Médio continuam com aulas e atividades on-line; em junho, elas fizeram as tradicionais festas juninas, mas também virtuais. Pais decoraram os ambientes, preparam alguma comida típica, as crianças se vestiram de caipirinhas e participavam de brincadeiras propostas pelos professores – cada um na sua casa. Não foi tão divertido como a festa presencial, mas foi o melhor jeito para não deixar a tradição de lado.

Estamos vivendo um momento tão difícil, muitas vezes triste e com medo. Mas também estamos nos reinventando, valorizando os detalhes, os abraços, a convivência e usando a tecnologia a nosso favor, principalmente para educar, tratar e diminuir distâncias.

Bom dia, Assis!!!

*Colaborou Andreia Alevato

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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