04 de Junho de 2020
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A Terra é redonda?

COLUNISTA - Eduardo Oliveira

O título deste artigo pode parecer estranho, pois se trata de um questionamento pertinente e provocativo. Não que haja dúvidas no meio científico quanto ao formato do globo terrestre. Contudo, a pergunta feita serve para questionar o motivo que leva parte da população e alguns líderes políticos a duvidarem de teses comprovadas pela ciência, como a
esfericidade da Terra, a efetividade de vacinas, o isolamento social para se combater o novo coronavírus, o COVID – 19, o aquecimento global, entre outras teses que leigos ignorantes insistem em duvidar.

Os grandes questionamentos quanto ao formato da Terra foram levantados na Grécia Antiga e na Idade Média, até que em setembro de 1519, há cinco séculos, o navegador português, Fernão de Magalhães, comandou uma expedição que entrou para os livros de história: a primeira volta ao mundo de caravela. Apesar desta evidência e de tantas outras, os
questionamentos não param.

As vacinas são de grande importância para o combate de vírus nocivos ao nosso corpo; muitas enfermidades, como a varíola, o sarampo, gripes, entre outras são combatidas com este tipo de imunização, cuja funcionalidade é ativar o sistema imunológico a combater o organismo indesejado em futuras infecções. Este avanço salva muitas vidas desde o
século XIX.

O COVID – 19 é um vírus novo, conhecido há quatro meses, e que até o momento matou mais de 30 mil pessoas em todo o mundo, o que causa grande temor na população mundial, pois não existem vacinas e tão pouco medicamentos certeiros que o eliminem do corpo humano. Diante desta situação, a ciência está se debruçando para encontrar uma solução.

Enquanto não encontra; a saída segundo epidemiologistas e infectologistas, é o isolamento social, cuja intenção é diminuir o contágio, de modo a evitar a sobrecarga de infectados em hospitais.

Contudo, líderes políticos, como o prefeito de Milão, na Itália, Giuseppe Sala, Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, e o líder do Executivo no México, Andrés Manuel López Obrador, refutam ou refutaram a ciência quanto à letalidade e o contágio do novo coronavírus. Entretanto, o mexicano e o italiano se arrependeram de suas falas insanas, já Bolsonaro insiste em contrariar as determinações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Basta, o leitor que ainda está incrédulo acompanhar o noticiário a respeito da pandemia e
perceberá que a ciência está certa.

Quanto ao aquecimento global, desde a Revolução Industrial, que se iniciou no século XVIII, na Inglaterra, mostra que a espécie humana cada vez mais polui, e os gazes poluentes são os causadores de ondas extremas de calor, de frio e de grandes tempestades.

Não à toa, segundo pesquisa apresentada no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, 31 % dos 12.012 surtos em todo mundo entre os anos de 1980 e 2013 estão ligados diretamente a ambientes que foram devastados.

No caso do COVID-19, a hipótese mais aceita no meio científico é a contaminação no mercado de Wuhan, na China,
onde se comercializava animais silvestres (vivos e mortos), entre eles, cobras, morcegos, civetas, etc.

Por outro lado, o aquecimento global está derretendo geleiras, que preservaram vírus antigos, os quais estavam encapsulados e eram desconhecidos até o momento, o que pode gerar um problema muito maior no futuro.

Por fim, é importante que a população acredite na ciência e a valorize. Nós, Homo sapiens, somos classificados como seres racionais, contudo a nossa ignorância pode nos levar à extinção mais rapidamente.

Divulgação
Eduardo Oliveira
Professor de História, Filosofia e Ética e Cidadania Organizacional, além de graduado em Pedagogia
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