08 de Agosto de 2020
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Aplausos para os profissionais de cultura

Colunista - Arildo Almeida

Vamos fazer um exercício: voltar um pouquinho no tempo e pensar em fevereiro: trabalho, encontros com família e amigos em casa ou em bares, cinema, filminhos e séries em casa. Ações que eram tão normais em nosso cotidiano, que passavam despercebidas. Aí chega março e junto com ele, o distanciamento social; tudo que era normal desapareceu. E a pergunta é: como seriam os dias e as noites de isolamento social sem os filmes e as séries?

Não é preciso nenhum estudo para saber que houve um aumento considerável de cultura nacional e internacional: lives de artistas, filmes, séries, novelas, minisséries, performances de dança, de teatro e por aí vai. Até o Circuito Broadway disponibilizou seus musicais, como o ‘Fantasma da Ópera’. A Netflix divulgou que teve um aumento de 16 milhões de novos assinantes durante os três primeiros meses desse ano e, por conta disso, contratou mais 2 mil funcionários. A expectativa da empresa é conquistar, até julho, mais 7,5 milhões de assinaturas. A TV, aberta e a cabo, também percebeu o aumento de público, já que as pessoas veem mais notícias e entretenimento. A Globo parou com sua programação e colocou reprises no ar, que alavancaram a audiência de alguns horários, como a novela do ‘Vale a pena ver de novo’, que entrou para o Top 10 interno dos mais assistidos da casa. A Globonews dobrou a audiência. Os Estados Unidos lançaram filmes em plataformas de streaming. Aqui no Brasil isso não é possível, ainda, porque existe uma lei que obriga os filmes estrearem no cinema antes de qualquer outra plataforma. Enfim, a pandemia trouxe debates relevantes para o setor e a sociedade enxergou os profissionais de cultura como trabalhadores de qualquer outra área, sem glamour.

E por serem trabalhadores normais é que a maior parte deles perdeu o emprego. Sabemos que o setor de entretenimento – shows, teatros, cinemas, festivais, rodeios, desfiles, festas tradicionais da cidade, entre outros – deve ser o último a voltar a trabalhar e precisa se reinventar para se manter vivo. Pensando nisso, a Prefeitura de Assis abriu o edital ‘Vozes da Cultura’, para que artistas locais se apresentem de forma virtual. O objetivo é valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais da cidade. Até sábado, projetos de apresentações cênicas, musicais, exibições e mostras de cinema, revista e publicações, formação técnico-cultural e ações híbridas podem se inscrever. O edital tem valor total de R$ 80 mil e contemplará 62 artistas. Todas as apresentações serão transmitidas pelas plataformas da FEMA TV (tv a cabo e páginas do Facebook e Youtube), já que a FEMA, ao lado do Conselho de Cultura e do Polo Audiovisual do Velho Oeste, é apoiadora do movimento.

Promover a cultura nesse momento de pandemia é extremamente relevante; a FEMA e a Prefeitura perceberam a importância em dar a oportunidade aos nossos artistas e agentes culturais – que estão longe de seus públicos – de se apresentarem para manter a cultura e as pessoas vivas. Todo aplauso é pouco para os profissionais que dão forma e sentido a qualquer manifestação cultural.


Bom dia, Assis!!!

*Colaborou Andreia Alevato

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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