23 de Setembro de 2021
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Colunista: "A tua piscina está cheia de ratos. Tuas ideias não correspondem aos fatos. O tempo não para!"

Colunista: Academia MBL - Galos da Virtude

MBL e Vem Pra Rua convocam ato pelo impeachment para o dia 12 de setembro. A manifestação tem apoio de vários partidos, sobretudo do Novo e do PSL, e todos aqueles que não se sentem representados por este governo são bem-vindos a participar!

Eu vejo o futuro repetir o passado! Em "O Tempo Não Para", Cazuza traz a resposta de um indivíduo cansado, mas determinado a lutar contra o sistema, expondo a hipocrisia e incoerências, assim como a corrupção e a ganância dos políticos que resultam na degradação do Brasil.

Eleito contra o tal "establishment" e tendo como uma de suas principais bandeiras a anticorrupção (que alguns ainda insistem em acreditar), Bolsonaro tem colecionado denúncias de irregularidades em seu governo - várias delas envolvendo seus próprios familiares - e até ilegalidades em contratos para compra de vacinas contra a covid-19, fundamental para conter a maior pandemia que o mundo já viu e que já sepultou mais de meio milhão de brasileiros.

divulgação


Jair Messias Bolsonaro faltou com o decoro exigido do cargo em diversas declarações, mentindo deliberadamente, criando polêmicas com outros Poderes e até com outros países, prejudicando nossas relações institucionais e comerciais. Além disso, o presidente tem indicado políticos do chamado Centrão com histórico de corrupção e atitudes nada republicanas. Tudo para se proteger.

Mas, mesmo sendo considerado o pior governo que o Brasil já teve por diversos juristas, por parlamentares dos mais diferentes partidos, por estudiosos da política e por analistas internacionais, como o governo Bolsonaro ainda sobrevive a tantas denúncias de crimes contra a Constituição Federal?

Bolsonaro parece ignorar que pratica crimes de responsabilidade, confiando no seu escudo político formado tanto por apoiadores fanáticos quanto por adversários que não veem o impeachment como primeira alternativa, entre eles, os que preferem batê-lo nas urnas, como os apoiadores do ex-presidente e ex-presidiário Lula. Felizmente, uma outra fração cada vez mais crescente reforça a tese do impeachment, e, mesmo quem já esteve no círculo de proximidade do Bolsonaro, já passa a defender sua saída, o que também é refletido nas pesquisas de (in)satisfação sobre sua gestão.

O impeachment é um processo difícil, porque exige que aqueles contra o presidente seja não somente um grupo grande, mas também que tenha o mesmo entendimento sobre o ato. Trata-se de um remédio amargo que deve ser reservado como último recurso para proteger o país de um líder tirano ou criminoso que tenha conseguido vencer as eleições. Apesar de traumático, vacilar em sua aplicação - quando indispensável - pode ter efeitos trágicos para a democracia.

Jair Bolsonaro já é recordista em pedidos de impeachment e foi alvo de um mega pedido por sua saída do cargo, que reuniu acusações de mais de 100 denúncias apresentadas à Câmara dos Deputados, imputando-lhe ao todo 23 crimes previstos na Lei 1.079. Esses crimes podem ser divididos em sete categorias:

Crimes contra a existência da União;

Crimes contra o livre exercício dos Poderes Legislativo e Judiciário e dos poderes constitucionais dos estados;

Crimes contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

Crimes contra a segurança interna;

Crimes contra a probidade na administração;

Crimes contra a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos;

Crimes contra o cumprimento de decisões do Judiciário.

São atrocidades das mais perversas e diferentes formas cometidas pelo presidente da República nesses quase três anos de mandato sem ter qualquer tipo de responsabilização: negligência e omissão na condução da pandemia do coronavírus ao estimular aglomerações; boicote e deboche das medidas básicas; recomendação de remédios sem eficácia comprovada; disseminação de desinformação sobre as vacinas (além de que nada fez para conter a pandemia); participação e incentivo de atos que pediam o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal; suposta interferência em instituições de investigação, como a Polícia Federal; conteúdo pornográfico postado em sua conta do Twitter no carnaval de 2019; comemorações pelo golpe de 1964; atentado contra a probidade administrativa com o uso de dinheiro público para atender interesses privados etc.

A lista de crimes parece não ter fim e a população não aguenta mais. O povo está assolado e indignado. O que será que Arthur Lira ainda está esperando para pautar o impeachment?

Como dizia Pablo Neruda: "você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências".

Mostre sua indignação e ajude a pressionar o Congresso a colocar o impeachment em pauta.

"O tempo não para! Não para, não, não para."

*Carlos Henrique Novaga Alves e Rosyane Alves Coimbra integram o grupo de estudos Galos da Virtude, que conta com 10 integrantes de diversos estados e que residem no exterior. Eles participam da Academia MBL através do curso de formação política.

Intagram: @galosdavirtude
Por Carlos Henrique Novaga Alves e Rosyane Alves Coimbra
Academia MBL - Galos da Virtude
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