03 de Dezembro de 2022
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Como foi o fechamento do mês de Abril no Brasil e no Mundo

COLUNISTA - Mariana Hauer

Por Mariana Hauer - @marianahauer

Hoje vamos entender o que tem acontecido no Brasil e no Mundo no mercado financeiro e olhar para o fechamento dos números de abril. Mas, mais importante do que olhar para os números, é entender o contexto econômico que o mundo está inserido neste momento e os motivos que preocupam o mercado financeiro como um todo. Pois estes sim são importantes.

O Ibovespa, que é o índice de ações que mostra o comportamento da Bolsa brasileira, encerrou abril com uma queda de 9,7%, depois de 4 meses de alta. Grande parte da realização vem de fatores externos nos Estados Unidos e na China. Nos Estados Unidos, o contexto é de uma expectativa de alta de taxa de juros mais rápida, com inflação ainda pressionada, somado ao mau humor com alguns balanços divulgados na última semana do mês que vieram aquém das expectativas de mercado. Já na China, a preocupação vem da política de covid zero, e novos lockdowns, aumentando os riscos de novas quebras nas cadeiras produtivas e, assim, novas pressões de inflação.

Divulgação - Mariana Hauer, assessora de investimentos - Foto: Divulgação
Mariana Hauer, assessora de investimentos - Foto: Divulgação


Quando olhamos para o encerramento do mês de abril nos Estados Unidos, o índice Nasdaq, que contempla as ações de empresas norte-americanas concentradas na área de tecnologia, caiu 13% no mês. Lá fora, são muitos fatores que pressionam o mercado financeiro e, principalmente, a atividade econômica. Nos Estados Unidos, com uma inflação alta, já é esperado que o FED, que é o Banco Central Norte-americano, suba as taxas de juros mais rapidamente. Um aumento na taxa de juros desacelera a atividade econômica. O humor do mercado piorou com a divulgação dos balanços de empresas. Na última semana do mês, com resultados de algumas empresas gigantes de tecnologia mostrando resultados aquém do esperado (como Netflix e Amazon), as quedas nas bolsas americanas se intensificaram e apresentaram os piores resultados em muitos anos, comparados à 2020, no início da crise do coronavírus.



A incerteza e o pessimismo vindos dos Estados Unidos acaba por contaminar os mercados financeiros do mundo todo, impactando principalmente o dólar e o fluxo de investidores estrangeiros (no Brasil e no resto do mundo, também). Um aumento na taxa de juros nos Estados Unidos faz o que aconteceu aqui no Brasil, só que numa proporção global. Um aumento na taxa de juros dos Estados Unidos tende a fazer com que investidores globais migrem os investimentos da renda variável para a renda fixa, ou seja, títulos do Tesouro Americano, que é considerado o ativo com menos risco no mundo. E isso impacta vários fatores, como o dólar, os preços das ações, etc. Que, em consequência, faz com que haja impacto também na inflação e, principalmente, na atividade econômica no mundo todo (podendo gerar uma recessão, por exemplo).

Assessora Mariana Hauer - @marianahauer
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