13 de Julho de 2020
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Ele chegou. E agora?

COLUNISTA - Arildo Almeida

Apesar de todo o esforço, ele chegou. É fato: já temos casos confirmados e de morte por coronavírus em Assis, e muitos outros suspeitos. Mas e agora?

Agora é hora de salvar vidas – o máximo possível. Todo mundo sabe que o covid-19 (coronavírus é uma família de vírus e covid-19 é a doença provocada por esse vírus, que pode ser desde um resfriado fraco até síndromes respiratórias agudas e severas) se alastra rapidamente e tem um número de mortes mais relevante que outras epidemias, o que deixa todo mundo preocupado. Segundo a OMS, o índice de mortalidade do covid-19 é de, em média, 2% dos infectados. O problema é como ele se propaga. Em 2003, a epidemia de SARS registrou, no mundo, 8 mil mortes em oito meses; o coronavírus já tem quase 90 mil mortos em pouco mais de três meses. E é por conta dessa rápida transmissão que as autoridades do mundo estão se movimentando: para evitar que mais pessoas sejam atingidas. Não é hora de pânico, é hora de ações conjuntas entre o poder público e a sociedade. E a boa notícia é que com preparo dá para impedir um mal maior.

Trazendo para a nossa realidade, Assis tem um Comitê de Gestão de Crise de Coronavírus, que avalia, diariamente, a situação do vírus em nossa cidade. Esse comitê é formado pela prefeitura, secretaria de Saúde, Fema, representantes da UPA, Santa Casa, Hospital Regional, Associação Comercial e profissionais de saúde. Na semana passada, o Comitê e o prefeito José Fernandes decidiram que o Hospital de Campanha precisa ser montado imediatamente. A medida foi tomada para que a cidade esteja preparada para atender o maior número possível de pessoas com suspeita de coronavírus, sem deixar de atender pacientes com outras doenças. O que todos nós esperamos é que não seja necessário usá-lo.

Agora é hora de pensar em nossas ações e agir. O poder público tem feito a parte dele e nós temos que fazer a nossa. Precisamos ter muita disciplina para cumprir as orientações das autoridades públicas e as médicas; ser solidários e ajudar uns aos outros; tentar nos manter informados, mas evitando excessos de notícias negativas; e, por fim, temos que nos ocupar, em casa, para manter nossa saúde mental.

Momentos de crise nos trazem crescimento, ensinamentos e oportunidades. O tempo que ela vai durar depende das ações dos governos e das nossas. Mas, o mais importante: todo mal tem um fim.

Bom dia, Assis!!!

*Colaborou Andreia Alevato
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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