02 de Junho de 2020
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Entre a cruz e a espada: relaxamento da quarentena x coronavírus

COLUNISTA - Arildo Almeida

Semana passada, em um de seus pronunciamentos, o governador João Dória falou de Assis. Mas não foi que a cidade está passando por essa pandemia muito bem. Foi criticando, porque Assis estava entre as 20 cidades do estado com pior índice de isolamento social. E por que isso era importante? Porque a taxa de isolamento é uma das formas avaliativas do governo para
realizar a flexibilização da quarentena – prorrogada até 31 de maio – o que é fundamental para a retomada da economia local.

O isolamento social é super importante para o vírus não se espalhar muito rápido. E fazer esse isolamento é um sacrifício de todos nós. Os governos têm sim que ter responsabilidade e cautela para flexibilizar as medidas de proteção em relação a pandemia. Mas, o bom senso é fundamental de todos os lados. A flexibilização da quarentena vai ajudar na retomada da economia, mas, se for desenfreada, vai espalhar ainda mais esse vírus tão perigoso. Claro que todos nós sofremos os impactos da quarentena; e cada um tem a sua dificuldade durante o período. É uma situação difícil? Sim, é. Mas também é preciso pensar num todo. Talvez a obrigatoriedade de máscaras deveria ter começado em março, assim como a flexibilização da quarentena ter sido ao contrário: primeiro o comércio tendo um horário diferenciado e agora fechando tudo? Sim, talvez. Mas não sabemos se iria funcionar. Do jeito que tem sido já está difícil frear o covid-19. O sacrifício de todos nós é necessário para achatar a tal da curva de crescimento de casos. Os números já são alarmantes e tem muita gente que contribui para que o pânico se instaure ainda mais. Mas, mesmo assim, pensar no coletivo – saúde da população e a economia que a sustenta – é essencial. Não podemos deixar nenhum de lado.

O corona é um vírus de uma gripe, mas não uma gripezinha, e sim, uma gripe muito, muito forte. Esse vírus não vai desaparecer em agosto. Ele vai continuar aqui como o da H1N1 e tantos outros. Mas vamos torcer para que os pesquisadores desenvolvam rapidamente uma vacina. Até lá, temos que ter paciência e colaborar para que a economia reaja, mas que a cidade não tenha mais doentes e mortos por essa doença.

Assis tem feito a lição de casa e ouvindo a ciência e os empresários, não deixando de pensar em nenhuma área. Temos que nos unir para que essa crise de saúde e a econômica tenham os menores efeitos possíveis.

Todo mal tem um fim. Não há crise que perdure para sempre. São frases prontas, mas de extrema verdade. Momentos difíceis nos trazem crescimento e ensinamentos. Então, vamos aprender com isso e levar uma importante lição: equilíbrio é fundamental na nossa vida. Temos que aprender a nos preparar financeiramente, porque nem sempre as vacas são gordas; aprender a nunca deixar a higiene de lado – lavar as mãos com água e sabão ou usar o álcool em gel sempre que sair ou chegar em um lugar -; e, o mais importante, ser menos egoístas e pensar que toda história tem mais de um lado, no caso do coronavírus, tem muitos lados: economia, saúde, educação, vidas e pessoas.


Bom dia, Assis!!!

*Colaborou Andreia Alevato

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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