05 de Junho de 2020
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Nossos corpos são frágeis

COLUNISTA - Elda Bolfarini Jabur

A sensibilidade às dores são estremas. Um pequenino corte nas mãos leva dias pra cicatrizar. E dói muito.

A dor provocada por tortura sempre foi um instrumento utilizado pelos donos do poder para dominar e enfraquecer os opositores aos regimes de exceção.

A fome também sempre foi uma aliada à alienação, assim como a falta de cultura leva os povos à subserviência. Juntemos a isso um fator preponderante: a religião.

Esses três elementos foram e são fundamentais para manter um povo na escravidão. Eles sempre estiveram presentes em todos os períodos da história.

Em conjunto, serviram para marcar negativamente o inconsciente coletivo. Eles aparecem na prática através das superstições. Essas se mentem ao longo do tempo e são passadas através das gerações.

Tudo isso resulta em doenças físicas e mentais.

Em períodos de pandemias, todos os medos se acentuam e somente são benéficos se permitem a humanidade dar um salto na evolução.

Hoje, vamos relembrar um dos acontecimentos mais tenebroso : a peste negra.

NAS LETRAS DA PESTILÊNCIA.

Revisaremos um pouco de :O Decameron de Boccacio. Escritor que muito bem retratou os dramas da população européia entre os anos de 1347 e 1352.

A peste negra ceifou sessenta por cento da população europeia. Ela foi causada pela bactéria yersínia pestes, transmitida ao ser humano pelas pulgas dos ratos pretos. Os ratos viviam em altíssimos números nas galerias subterrâneas. As pessoas conviviam também tranquilamente com eles dentro de suas casas. As ruas eram extreitas, onde todo o esgoto era jogado. Lógico que também não existia distribuição e tratamento de água. Obs.: sabemos que até hoje não existe a distribuição dessa infra estrutura nas comunidades miseráveis e carentes do nosso país, e de muitos outros.

Sabemos que fica muito caro investir no saneamento básico. Muitos políticos afirmam que investir nesse tipo de obras é perda de tempo. Elas não são vistas e não dão votos. Mas, e o rico dinheirinho, onde vai parar?

Voltando ao assunto.

Essa epidemia foi reforçada pela baixa produtividade na agricultura e consequente fome.

Esse período foi denominado também por "idade do chumbo”.

Curiosidade: a melhor arma contra essa doença era o isolamento.

No próximo artigo falaremos sobre os comportamentos que marcaram as populações que sobreviveram a essa terrível endemia e adotados agora, em época de novo vírus.

Pobre humanidade. Muitos se julgam superiores e somente diante dessas tragédias são obrigados a lembrar-se que o dinheiro é uma energia a ser utilizada para o bem de todos. Nesses momentos, eles nem sevem para comprar a cura e os tornam em reles mortais. Todos muito fedidos, carniça pura.

Assim Seja.

COLUNISTA - Elda Bolfarini Jabur
Elda Jabur
é professora de História formada peLa Unesp de Assis. Trabalhou no Sesi e no Estado até aposentar-se. Há muito tempo dedica-se a escrever para jornais, faz óleo sobre tela e pertence à Ordem Rosacruz - AMORC há mais de 30 anos. Reside na Cidade de Cândido Mota/SP.
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