05 de Agosto de 2020
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O coronavírus, a saúde, a economia local e a geração de renda

COLUNISTA - Arildo Almeida

O coronavírus já infectou milhares de pessoas pelo mundo. Além do sofrimento de quem passa pela doença, das mortes, do medo e do pânico, o vírus também revelou as desigualdades sociais em diversos países do mundo, as falhas nos sistemas de saúde – incluindo o Brasil – e trouxe outro grande problema: o enfraquecimento das economias locais.

Equilibrar a saúde da população e a saúde da economia é muito complicado. Para preservar vidas, empregos e a economia, os governos mundiais terão que rever gastos e investimentos. Mas só isso, não basta. Com a atividade econômica sofrendo perdas significativas – porque as incertezas fazem com que as pessoas comprem menos –, os pequenos negócios são os mais prejudicados e, em alguns casos, obrigados a fechar suas portas de vez. Segundo dados do Sebrae, no Brasil há mais de 10 milhões de micro e pequenas empresas que sustentam famílias e são responsáveis pela base da economia do nosso país. Isso sem falar nos informais, que também fazem a economia girar e sustentam uma parcela significativa dos brasileiros. Para evitar um cenário mais devastador, é importante que o consumidor faça a opção pelo comércio local, na cidade ou bairro que mora, porque isso faz com que o dinheiro fique ali, gerando, assim, uma maior possibilidade de emprego e renda. Se antes da pandemia isso era importante, hoje se tornou essencial.

Quando escolhemos comprar no comércio local, desencadeamos uma série de reações positivas em nossa cidade: geração de novas vagas de trabalho, recolhimento de impostos municipais e, consequentemente mais investimentos em saúde, educação entre outras áreas. Ou seja, consumindo em lojas, restaurantes e estabelecimentos locais, ajudamos no desenvolvimento do município em que vivemos. Quanto maior nosso comércio, melhor, porque faz com que haja uma concorrência saudável e, como resultado temos um atendimento personalizado, melhor qualidade e preços atrativos dos produtos e serviços para o consumidor.

Não se sabe ainda quanto tempo a pandemia e suas ações restritivas vão durar. Mas sabemos que podemos ajudar. Temos que assumir nosso papel de cidadão, agir com responsabilidade para evitar um maior contágio da doença e valorizar os estabelecimentos de nossa cidade, assim, promovemos o desenvolvimento econômico local, a geração de renda e, por sua vez, a melhoria de nossa qualidade de vida.



Bom dia, Assis!!!

*Colaborou Andreia Alevato

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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