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O novo governo federal e o agronegócio sustentável

COLUNISTA - ELISA BARBOSA

Elisa Barbosa

  • 05/11/22
  • 10:00
  • Atualizado há 68 semanas

Ao vencer Jair Bolsonaro, Luís Inácio Lula da Silva deve apostar em incentivos à agropecuária ambientalmente sustentável, com crédito agrícola mais barato para produtores rurais que adotam práticas "verdes".

O Plano ABC, lançado no segundo mandato de Lula, possuía como objetivos a valorização da agropecuária de baixo carbono, a redução do desflorestamento e a recuperação das pastagens degradadas. O programa ajudou o Brasil a mitigar 170 milhões de toneladas de CO2 até 2018. Tudo indica que Lula manterá a mesma linha para o próximo mandato que se inicia em 2023.

Divulgação - Elisa Barbosa, especialista em ESG - Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal
Elisa Barbosa, especialista em ESG - Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal



Lula afirmou, durante a campanha, que é possível fomentar a produção agropecuária e fortalecer medidas ambientais focadas no desmatamento zero. Com essas políticas ambientais, o Brasil volta a ter apoio de outros países, como a Alemanha e a Noruega, que já sinalizaram a retomada dos financiamentos do Fundo Amazônia para o governo Lula. Além disso, tais medidas podem facilitar acordos comerciais entre o Mercosul e a União Europeia, tendo em vista a preocupação com o avanço do desmatamento em solo brasileiro.

Há, ainda, proposta de reforma tributária verde, com incentivos que beneficiem setores em transição ecológica dentro de um novo regime geral de tributos. O debate dentre os economistas do novo governo é o inventivo, por via tributária, para setores menos poluentes, enquanto aqueles mais poluentes seriam penalizados.

A agenda ESG é compromisso do governo Lula e há muito trabalho pela frente, tendo em vista os últimos quatro anos de negligência na área.

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