05 de Junho de 2020
14º/27º
ENTRETENIMENTO » COLUNISTAS

Sabemos evitar a dengue?

COLUNISTA - Arildo Almeida

Sim, sabemos. A resposta é rápida e comprovada por uma pesquisa do Ibope, em todas as regiões do país e encomendada pela Cruz Vermelha. Mas esse mesmo estudo mostra que não evitamos a dengue – melhor dizendo, não colocamos em prática as medidas preventivas diariamente. E o aumento de casos no Brasil e em nossa cidade comprova isso.

O alerta para a dengue voltou a ser destaque, depois que o Ministério da Saúde divulgou que o número da doença no Brasil, em 2019, foi o segundo mais alto da série histórica, chegando a 1,527 milhão de casos, número muito maior do que em 2018, com 265,9 mil casos. E pensar que em 1986 foram só 140 casos em todo o Brasil; em 2000, 376; e em 2001, 389,4 mil. Trazendo para a nossa realidade, Assis tinha, até 15 de fevereiro, Assis tinha 40 casos; em 16 de março, já eram 153 casos; em 16 de abril, 400. Iniciamos maio com 520 casos confirmados e outros 193 aguardando resultado.

Esse aumento de casos de dengue não é por falta de trabalho dos agentes de Endemias das cidades, nem por desconhecimento da população. Talvez seja um pouco de distração da nossa parte, por não estarmos alerta todos os dias. Voltando à pesquisa da Cruz Vermelha, 81% dos brasileiros sabem quais são as medidas para evitar a proliferação do mosquito; deste total, 89% verificam o acúmulo de água em suas casas com certa frequência, mas só 48% fazem isso todos os dias. O primeiro alerta está aí, já que após a colocação do ovo, são dez dias para que ele se torne um mosquito e 80% dos criadouros são encontrados dentro das casas. Outros dados da pesquisa: só 16% das pessoas usam inseticida aerossol, 18% usam repelente elétrico líquido nos ambientes e 41% usam repelente específico para o corpo. Ah, e 4% acreditam ser quase impossível contrair dengue por morar em lugares altos ou com temperaturas mais frias.

Estamos vivendo um momento delicado em razão da pandemia do coronavírus, mas não podemos esquecer do Aedes aegypti, que além da dengue, transmite zika e chikungunya. Cada cidadão precisa fazer sua parte para que não haja a proliferação do mosquito. Cada um de nós precisa se lembrar de colocar em prática as medidas para evitar a reprodução do inseto e o aumento de casos. A dengue é muito perigosa e também mata. Então, bora lá acabar com esse mosquitinho e erradicar essa doença no Brasil?


Bom dia, Assis!!!

*Colaborou Andreia Alevato

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
+ VEJA TAMBÉM