27 de Setembro de 2020
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Telemedicina: realidade da saúde mundial e de Assis

COLUNISTA Arildo Almeida

Em maio deste ano, falamos sobre uma das diversas mudanças trazidas pelo coronavírus: a telemedicina, uma realidade na rede de saúde mundial e, agora, na saúde pública de Assis.

A pandemia evidenciou o debate sobre a telemedicina e acelerou o seu desenvolvimento em todo o mundo. Não, não estamos apenas falando de uma consulta on-line com seu médico, estamos falando em inteligência artificial e métodos avançados, que unem tecnologia com telecomunicação e permitem a realização de ações médicas à distância. De modo bem simples, interligam médicos locais a especialistas de todo o país remotamente e em tempo real, mas não deixando de realizar um atendimento preciso e humanizado ao paciente.

Essa união de inteligência artificial e inteligência médica vai mudar a forma de nos relacionarmos com as doenças. Muitos hospitais de referência no mundo todo já usam a telemedicina de forma segura e legalizada, como o Albert Einstein, em São Paulo. As vantagens em juntar tecnologia de dados e inteligência médica são muitas, como diagnósticos dez vezes mais rápido, acesso a especialistas de diferentes lugares, redução de índices de mortalidade por patologias diversas e diminuição de idas a hospitais, o que, consequentemente, reduz o risco de contaminações. E Assis tem essa modalidade de atendimento. A FEMA implantou a telemedicina na Unidade de Pronto Atendimento e capacitou os profissionais de saúde que atendem no local. Agora, quem chega na UPA é atendido por médicos locais e assistido – de novo, remotamente e em tempo real – por especialistas de São Paulo. A área implantada é a de Cardiologia, mas outras de urgência serão trazidas ao longo do ano. Além disso, a Fundação Educacional do Município de Assis também incluiu a modalidade em sua faculdade de Medicina – todas as turmas terão disciplinas sobre telemedicina, passando por três trilhas de conhecimento: de Emergências, de Medicina Intensiva e de Qualidade. Tudo isso para proporcionar para a população um atendimento humanizado e de excelência. A FEMA não tem como único objetivo só ensinar seus alunos; ela quer ultrapassar os seus muros e promover saúde de alto nível e uma melhor qualidade de vida para a população de Assis.

O coronavírus já nos deixou lições importantes para nossa vida. Aprendemos que equilíbrio é fundamental; que temos que pensar no futuro e nos preparar financeiramente; que lavar as mãos constantemente não faz mal nenhum, só ajuda; que podemos fazer home office (sem esquecer que o contato com os colegas é bom demais também); que ficar mais tempo em casa com a família vai nos render lembranças incríveis; que existem diferentes formas de relações e relacionamentos; que é possível – mas difícil – se colocar no lugar do outro; que podemos aprender sempre, independente da idade e o que se aprende; e que acelerar debates, estudos e processos pode ser muito benéfico para todos.


Bom dia, Assis!!!

*Colaborou Andreia Alevato

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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