24 de Outubro de 2020
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Viajando em busca do amor...

COLUNISTA - Carlos R. Ticiano

Era para ter sido uma viagem tranqüila e sem contratempos, naquela semana dedicada ao dia dos namorados. Mas por ironia do destino, um desfecho inesperado, surpreendeu e mudou o destino de dois jovens, que viajavam com objetivos diferentes. O avião que saiu da Bélgica com destino a Bulgária, aguardavam-lhes muitas emoções e surpresas.

Devido a intempéries do tempo, o avião começou a balançar muito a ponto de descerem do teto máscaras de oxigênio, deixando toda a tripulação da aeronave temerosa. Longos minutos depois, veio a informação do piloto que devido à despressurização da aeronave, o avião teria que fazer um pouso de emergência na Áustria.

Entre os passageiros, Amy viajava com o objetivo de efetivar seu namoro, ficar noiva e com um belo anel no dedo, começar a fazer planos para o futuro. Na poltrona do lado, Adam retornava de uma viagem a trabalho, destas tantas que ele fazia rotineiramente. Como que procurando apoio afetivo, ambos se apresentaram e iniciaram uma conversa amistosa.

Assim que posaram no Aeroporto Internacional de Viena, Adam convidou Amy para tomarem um cafezinho e continuaram juntos, como se fossem um casal de namorados. Devido ao mau tempo, as informações não eram animadoras. Provavelmente teriam que passar à noite no aeroporto, aguardando por um novo voo, na manhã seguinte.

Diante dos imprevistos, Adam perguntou a Amy se ela já tinha ligado para seu namorado. Já liguei várias vezes, respondeu Amy, mas a ligação é encaminhada para a caixa postal.

Engraçado, respondeu Adam, também já liguei para a minha namorada e aconteceu a mesma coisa. De madrugada, cansados e sonolentos, Amy acabou de forma involuntária, repousando sua cabeça e adormecendo no ombro de Adam.

Na manhã seguinte, toda tripulação seguiu viagem rumo à Bulgária. Devido a uma nova distribuição dos passageiros, acabaram sentando em poltronas distantes. Talvez em função do fuso horário, Amy acabou se atrapalhando e descendo na Hungria. O avião mal levantou voo e Adam percebeu que havia algo errado. A aeromoça confirmou suas suspeitas.

Adam exclamou: Oh, Bozhe Moi! (Oh, meu Deus!) No mesmo instante, pegou o celular e ligou para Amy, que já aflita, percebendo o que tinha acontecido, atendeu chorando. Amy! Minha querida! Você desceu na Hungria. Desalentada exclamou: Oh, Mon Dieu! (Oh, meu Deus!) O que eu faço Adam? Calma! Pega o próximo voo para a Bulgária. Assim que você embarcar, me informe o horário que ira chegar.

Não se preocupe que eu vou estar lhe esperar no aeroporto. Cuida-se, meu anjo! Foram horas de ansiedade, pois era visível e notório, que já existia algo entre eles, além da amizade que surgira durante a viagem. No dia seguinte, lá estava Adam esperando por Amy. Quando ela apareceu no portão de desembarque, se abraçaram e não resistiram a um beijo de casal apaixonados.

Sabendo que Amy sonhava em ganhar um anel de noivado, Adam tirou do bolso um anel e exclamou – Você quer se casar comigo?

Divulgação
Carlos R. Ticiano
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