24 de Fevereiro de 2021
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Assisense cria e coleciona aves exóticas da Venezuela

O amor por pássaros é herança de seu avô Antônio Gaúcho

Criar pássaros é um hábito comum no cotidiano dos brasileiros, pelos cuidados fáceis e até mesmo pelo gosto de ouvir os belos sons que agradam qualquer ambiente. Para Rogério Soares de Oliveira, criar e colecionar passarinhos é uma paixão.

O assisense de 32 anos conta que o costume foi passado pelo seu avô, conhecido na cidade como Antônio Gaúcho, que criava em sua casa Canarinho Rei, por volta da década de 70.

Divulgação - Desde pequeno Rogério gosta de criar, cuidar e colecionar pássaros
Desde pequeno Rogério gosta de criar, cuidar e colecionar pássaros


"Eu acompanhava meu vô e via todo o carinho que tinha por aqueles pássaros. Então, comecei a me interessar também. Lembro que meu primeiro pássaro foi um canarinho, aos meus 13 anos, e dali para frente me apaixonei por eles", relata Rogério.

Em 2009 Rogério foi até uma casa de rações para abastecer o estoque de comidas dos pássaros de seu avô, quando viu pela primeira vez uma espécie exótica.

"Quando vi aquele pássaro me interessei de primeira, fiquei apaixonado por ele. Era diferente dos outros, então o comprei. A partir daí eu comecei a estudar tudo sobre os pássaros venezuelanos, como foram trazidos para o Brasil, a criação e manejo dessas espécies", conta.

Divulgação - Pássaros de espécies venezuelanas conquistaram o assisense Rogério
Pássaros de espécies venezuelanas conquistaram o assisense Rogério


Hoje Rogério tem um criadouro dessas espécies exóticas, onde diariamente dispõe seu tempo para tratar, limpar e cuidar dos pássaros. "Levanto pela manhã, lavo todos os bebedouros, troco as bobinas e lavo as grades, alimento todos eles e corto suas unhas. Trato esses passarinhos como se fossem meus filhos", conta Rogério.

Divulgação - Criadouro é organizado e limpo todas as manhãs
Criadouro é organizado e limpo todas as manhãs


Rogério tem licença do IBAMA e também o FOB para que as aves sejam criadas em sua residência de forma legalizada. "Nós, criadores, fazemos o bem para a nossa fauna, pois o tráfico de aves é um problema sério no Brasil. Eles vão até a mata capturam 100 animais, que quase não sobrevivem fora de seu habitat, trazem para a cidade e vendem. Isso é um descaso com a natureza", diz Rogério indignado.

Sobre o amor que tem pelos pássaros, o colecionador de pássaros venezuelanos faz uma revelação: "Crio porque amo, amo o manejo, amo estar perto deles, de ouvir os seus cantos, tomo cuidado em todos os detalhes".

Divulgação - Assisense é licenciado pelo IBAMA e pelo FOB
Assisense é licenciado pelo IBAMA e pelo FOB


O espaço que eles ocupam em sua residência é preparado para não entrar ventos fortes, nem animais ou insetos, o sistema de iluminação é preparado para clarear e escurecer gradativamente para que eles não fiquem assustados.

Confira as espécies que Rogério tem em seu criadouro:

Divulgação

Redação AssisCity
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