06 de Maio de 2021
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Notícias - Saúde

"Atuar na pandemia é poder cumprir minha missão de médica e contribuir com a sociedade como profissional e pessoa", considera Raquel Giannetta

A médica acredita na vacina para amenizar o sofrimento de tantas pessoas

A série Heróis da Pandemia de hoje, do Portal AssisCity em parceria com a Santa Casa de Assis, apresenta mais uma herói da pandemia da instituição, representando seus profissionais da saúde, do Brasil e de todo o mundo, que estão na linha de frente no combate à COVID-19. São eles que arriscam suas vidas, afastam-se de seus familiares, fazem horas e horas de plantões e vibram quando salvam vidas.

Nascida em Assis, Raquel Giannetta, de 30 anos, cresceu em Pedrinhas Paulista, e atualmente passa seus dias entre Presidente Prudente e Assis, trabalhando e estudando.

Solteira, sem filhos, Dra. Raquel, desde o início da pandemia, tem tido mais contato com a irmã que também é médica e atua na linha de frente na pediatria e com o namorado. Com os pais e o irmão poucos encontros e muita saudade: " nesse último ano tive pouco contato com meus pais e meu irmão, e as poucas vezes foram com os cuidados de higiene, uso de máscara e distanciamento. A saudade é grande, mas tenho fé de que a vacina vai ajudar a normalizar aos poucos nossa rotina".

Divulgação - Raquel Giannetta é médica e atua na linha de frente no combate a COVID-19
Raquel Giannetta é médica e atua na linha de frente no combate a COVID-19


Com contatos familiares tão restritos e com uma carga horária de trabalho e estudo extensa, a médica faz um desabafo: "meu estado emocional muitas vezes é de esgotamento físico e mental pela gravidade dessa doença e por estarmos sobrecarregados".

A médica, que nunca imaginou viver o que todos estão passando, diz que "tudo isso é muito triste e cansativo físico e mentalmente", mas tem a certeza de que "atuar na pandemia é poder cumprir minha missão de médica e contribuir com a sociedade enquanto profissional e pessoa".

É isso! Contribuir com a sociedade como profissional e como ser humano é o que faz com que Dra. Raquel cumpra seu juramento e o que a profissão representa em sua essência: "cuidar o doente num momento de extrema fragilidade em que todos somos iguais, a fim de minimizar o sofrimento e prevenir complicações futuras".

Complicações futuras, nesse caso, significa evitar a morte daqueles que são acometidos pela doença, o que já se tornou o grande desafio para os profissionais da saúde: "o maior desafio é ver tantas mortes e dar essa triste notícia aos familiares. Enfrentar as dificuldades de recursos humanos na assistência, já que os profissionais de saúde estão sobrecarregados. Além disso, devido à limitação da terapêutica de prevenção e cura específica dessa doença, tenho a sensação de impotência diante de tantas vidas perdidas".

Vidas perdidas! Esse o pico do sofrimento dos profissionais de saúde que escolheram a profissão com o sonho de salvar vidas e prevenir doenças, mesmo cientes de que a morte é para todos: "Ver tantas mortes tem sido muito difícil, apesar de tentar entender a morte como parte do processo final da vida, mas, nesse momento de pandemia, as pessoas estão morrendo precocemente e interrompendo seu legado no mundo".

Esse é o sentimento de impotência da médica que escolheu a "medicina por influência da mãe que é enfermeira e sempre cuidou do próximo com total dedicação, e o maior retorno é tentar fazer a diferença na saúde do paciente, melhorar a qualidade de vida, e prevenir eventos cardiovasculares entre outros".

Formada em 2015 na UNOESTE, com residência em clínica médica e cardiologia, atualmente faz pós-graduação em ecocardiografia no Hospital Regional de Presidente Prudente e trabalha no núcleo interno de intercorrências do Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente, Pronto Socorro do Hospital Iamada em Presidente.Prudente, Ambulatório Respiratório da Unimed em Presidente Prudente e em medicina intensiva na UTI na Santa Casa de Assis.
Redação AssisCity
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