24 de Outubro de 2020
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Doenças do coração: nem todos os sintomas se referem à ansiedade

Maior complexo hospitalar privado de Uberlândia alerta para os riscos de doenças cardiovasculares, que são as que mais matam no mundo

"O Dia Mundial do Coração é importante porque nos faz relembrar, repensar e conscientizar o quanto as doenças cardiovasculares são impactantes na mortalidade da população e o quanto nós precisamos atuar na prevenção delas para evitar os desfechos desfavoráveis para a nossa saúde", é o que fala o cardiologista do Complexo Hospitalar Santa Genoveva, Leandro Garcia.

O dia 29 de setembro é conhecido em todo o planeta como o Dia Mundial do Coração. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Cerca de 17,7 milhões de pessoas morreram por alguma doença cardiovascular em 2015 no mundo, o que representa 31% de todas as mortes. No Brasil, cerca de 300 mil casos de infarto agudo do miocárdio são registrados por ano.

De acordo com o cardiologista, existem várias doenças que acometem o coração, mas a principal e que chega a ser responsável pela maioria das mortes por doenças cardiovasculares é a cardiopatia isquêmica. "Essa doença é causada por obstrução nas artérias que levam sangue para o coração, devido ao acúmulo de placas de gordura, e que pode levar ao infarto agudo do miocárdio ou insuficiência cardíaca", explica Leandro Garcia.

"É importante dizer que problemas cardiovasculares podem ser genéticos, mas isso ocorre na minoria das vezes. Em geral, são doenças que sofrem interferências de fatores de risco modificáveis", completa.

Incidência

A incidência da enfermidade cresce progressivamente com a idade, aumentando o risco cardiovascular acima dos 60 anos e a idade mais cometida é acima dos 50 anos. Alguns estudos mostram que os homens representam a maior parte dos casos. Entretanto, crianças e adolescentes também podem ser acometidos por doenças cardiovasculares, mas, na maior parte das vezes, são cardiopatias congênitas.

Leandro salienta que a obesidade é um fator de risco importante, mas isso não exclui que pessoas magras possam desenvolver doenças cardiovasculares. "Para evitar esse tipo de doença o foco deve ser na mudança de estilo de vida com a realização de atividades físicas, melhoria dos hábitos alimentares e realizar exames preventivos com regularidade. Da mesma forma que existem várias doenças cardiovasculares, existem vários sintomas. Então, as pessoas devem ficar atentas a dor no peito, falta de ar, cansaço e coração com batimentos acelerados", esclarece.

Contexto

O mundo vive um cenário diferente devido à pandemia do novo Coronavírus, que levou as pessoas a viverem com mais tensão e ansiedade e isso pode confundir o diagnóstico. "A questão do estresse e do isolamento podem piorar a ansiedade, mas o médico deve ter muito cuidado ao atribuir as queixas do paciente à ansiedade. É preciso, antes de tudo, afastar todas as causas orgânicas para que não se deixe passar nenhuma doença sem diagnóstico, o que pode levar a um desfecho totalmente desfavorável. O paciente, mesmo com a pandemia, não deve ter receio de procurar o hospital. É importante que ele valorize cada sintoma e procure um especialista para ser avaliado", finaliza o cardiologista Leandro Garcia.
Divulgação
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