09 de Dezembro de 2018
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Saúde reforça alerta sobre vacinação contra febre amarela antes das férias

Imunização é fundamental para quem pretende viajar nas festas de fim de ano e durante as férias; doses gratuitas são ofertadas em postos de vacinação e devem ser tomadas dez dias antes da viagem

Com as festas de fim de ano e as férias se aproximando, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a orientação para que paulistas ainda não imunizados dirijam-se ao posto de saúde mais próximo para se vacinar contra a febre amarela. Para aqueles que estão com viagens programadas, a vacina deve ser tomada dez dias antes para proteção efetiva.

Todo o território paulista já tem recomendação da vacina, devido a circulação do vírus. As pessoas não imunizadas devem receber as doses, que estão disponíveis na rotina dos postos de vacinação.

A vacina é indicada para pessoas a partir dos 9 meses de idade. Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os pacientes portadores de HIV positivo e transplantados. Não há indicação de imunização para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses de idade e imunodeprimidos como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide).

"A vacina é extremamente importante e, se tomada com no mínimo de dez dias de antecedência da viagem, garante a proteção efetiva”, afirma a diretora de imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Helena Sato.

Alerta especial é para os que pretendem se deslocar para áreas de mata. "Aos que tomarem a vacina em período inferior a dez dias a deslocamentos com esse perfil, recomendamos que evitem adentrar áreas verdes e usem repelentes e roupas compridas e de cor clara para reforçar a prevenção”, complementa Sato.

Desde 2016, a Secretaria intensificou as ações de enfrentamento da febre amarela no Estado, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação. Além do reforço nas estratégias em locais que convencionalmente estavam no mapa de imunização, as áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas antes mesmo da chegada do vírus. Isso ocorreu na Região Metropolitana de Campinas e Rota dos Mananciais, ainda em 2017, bem como a realização da campanha no início de 2018, que abrangeu 54 municípios da Baixada Santista, Vale do Paraíba e Grande ABC, culminando na totalidade do Estado.

A pasta incentiva a organização de ações pontuais pelos municípios e regiões, com a finalidade de alcançar o público ainda não imunizado. Nos dias 14 e 15 de novembro, por exemplo, em virtude do feriado prolongado, um posto-volante foi montado na Rodovia Tamoios e alcançou cerca de 200 pessoas. A iniciativa foi resultado da parceria das Secretarias de Estado de Saúde e de Lógica e Transportes, com a Concessionária Tamoios e municípios da região do Vale do Paraíba.

Balanços

Nos últimos dois anos, mais de 15 milhões de pessoas foram vacinadas contra a febre amarela no Estado. O número é duas vezes maior que o vacinação da década anterior, com 7 milhões de pessoas imunizadas entre 2006 e 2016. Atualmente, a cobertura vacinal em SP é de aproximadamente 65%, em média, com variação entre regiões. Moradores de todos os locais devem ser imunizado, sobretudo aqueles que residem ou visitam locais com vegetação densa, onde há necessidade de ampliar a cobertura vacinal, como a Baixada Santista (65%), Litoral Norte (85%) e Vale do Ribeira (66%).

De acordo com balanço divulgado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica, até o dia 3 de dezembro, houve 503 casos de febre amarela silvestre confirmados no Estado e 176 deles evoluíram para óbitos. Do total, 30,2% das infecções por febre amarela foram contraídas em Mairiporã e 9,5% em Atibaia. Essas duas cidades respondem por 39,7% dos casos de febre amarela silvestre no Estado, e já têm ações de vacinação em curso desde 2017.

Em relação às epizootias, neste ano, 259 macacos tiveram confirmação da doença. A região com maior concentração é a Grande São Paulo, com cerca de metade dos casos.

Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.


Alerta especial é para os que pretendem se deslocar para áreas de mata


Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
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