29 de Janeiro de 2023
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Algumas coisas que nunca lhe contaram sobre a hanseníase

COLUNISTA - Magali Nascimento

Olá, como você está?

O Janeiro Roxo existe para conscientização sobre a hanseníase. A cor foi escolhida para chamar a atenção, e informar as pessoas sobre sintomas, prevenção e tratamento. Sim, apesar de ainda cercada por tabus, muitos discriminatórios, é uma doença que tem cura, e a detecção precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.

Mas, afinal, você sabe o que é hanseníase?

Os primeiros registros da doença datam de 4.300 a.C. Antigamente, era chamada de lepra, nome em desuso, por força, inclusive, da lei federal 9010/95. o termo hanseníase é uma homenagem ao médico norueguês Gerhard Armauer Hansen que, em 1873, descobriu seu agente causador.

Que é a Mycobacterium leprae, bactéria que pode infectar grande número de pessoas. Atinge principalmente a pele e os nervos periféricos (que ligam o sistema nervoso central aos outros órgãos do corpo). Tem alto poder de incapacitar quem é acometido pela doença, com atrofia de membros, e até mesmo cegueira.

Os principais sinais e sintomas são:

Manchas esbranquiçadas avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica, tátil e à dor; Podem surgir na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas, nas pernas, e principalmente nas extremidades das mãos e dos pés.
áreas com diminuição dos pelos e do suor.

Dor e sensação de toque, formigamento, fisgadas e agulhadas nos braços e das pernas.

Inchaço de mãos e pés.

Diminuição da sensibilidade ou da força muscular das mãos, pés e faces.

Úlceras nas pernas e pés.

Caroços no corpo.

Febre, edemas e dor nas articulações.

Entupimento, sangramento, ferida ou ressecamento do nariz e nos olhos.

Divulgação - Magali Nascimento - Podóloga - Foto: Divulgação
Magali Nascimento - Podóloga - Foto: Divulgação


A transmissão ocorre pelas vias aéreas (boca,olhos e nariz), através do contato (tosse ou espirro) com uma pessoa contaminada e sem o devido tratamento da doença . É importante saber que, para transmissão, é necessário haver um longo período de exposição: desta forma, apenas uma pequena parcela da população infectada realmente adoece. O período de incubação do microrganismo causador varia entre 2 e 7 anos, e a evolução da doença é lenta.

A detecção se faz por exames dermatoneurológicos, e é tratada com base em protocolos definidos pela OMS. É importante a atenção às lesões e úlceras que surgem, devido à falta de sensibilidade ou por pressão nos membros.

O atendimento ao paciente com hanseníase, na podologia, consiste no alívio das calosidades, corte correto das unhas, tratamento das fissuras, ajuste do calçado adequado, orientações quanto a higienização correta dos pés e dos calçados, hidratação da pele, e avaliação da pisada através de equipamentos de detecção de pressão como podoscópio e baropodômetro.

É necessário elaborar um plano de prevenção das lesões por pressão nos pés, com podoprofilaxia regular, onicotomia e a manutenção da integridade da pele; orientações sobre o calçado adequado; correção da pisada através da ortopodologia (palmilhas personalizadas) e realização de testes neuropáticos a cada seis ou doze meses

Se o paciente apresentar lesão por pressão e úlceras, a podóloga atuará na cicatrização e controle dos microrganismos que infectam a ferida ,por meio de laserterapia

Repito, a hanseníase tem cura, e o índice de infecção é baixo. Pacientes adoecidos não precisam se isolar do convívio cotidiano.

Combata o preconceito, e espalhe informação verdadeira.

Beijo!
Divulgação
Magali Nascimento
Podóloga há 10 anos. Técnica em Podologia, pelo SENAC Marília, graduanda em Tecnologia em Podologia pela Unicesumar. Certificada e especialista em knesiopodo, correção de unhas, onicomicose, laser aplicado à Podologia, ácidos e peeling e tratamento de pés diabéticos,
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