08 de Agosto de 2020
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Como o nosso país trata os idosos

COLUNISTA - Elda Jabur

Um assunto muito triste para ser comentado, mas que exige reflexão e consciência por parte das pessoas que convivem

com essas pessoas. Esse é mais um dos graves problemas que o nosso país enfrenta. Um dos reflexos da baixa educação, tanto formal, quanto informal.

INFELIZMENTE MAL QUE ACOMETE TODAS INFELIZMENTE UM AS CLASSES SOCIAS. Se a pessoa é pobre, ou portadora de alguma deficiência, normalmente é maltratada dentro de casa. Se possui bens, gera a ganância

de familiares no desejo de se apropriarem das conquistas dos genitores. Chegam até nós notícias horripilantes de maus tratos sofridos por idosos indefesos

e também com problemas de saúde. O Brasil sofre de mais esse grande mal. Não há comparação com o tratamento dado aos idosos em países desenvolvidos, como por ex., a Suécia e o Canadá. Os sistemas de saúde são os melhores do mundo.

Aqui existe o famoso SUS, mas casos graves, como o câncer, a pessoa morre na fila de espera.

Com o atual vírus.

O que temos ouvido? Dentre duas pessoas, a prioridade no salvamento é do mais jovem. O mais velho já está perto do buraco.

Não precisa nem túmulo, uma cova no chão sem nenhuma identificação. Isso não é importante, o buraco, mas o descaso.

Se o sistema de cremação já fosse adotado, seria bem melhor.

A atual crise da doença, econômica e política.

Muitas famílias estão voltando a morar com os pais. Muitos estão perdendo seus negócios e essa é a única alternativa. O que me preocupa, é como os antigos moradores, idosos, serão tratados.

Terão seus direitos respeitados ou serão tratados como lixo inconveniente?

Só esse tema permite um romance. Fico sabendo de casos horripilantes por minha filha que trabalha na área da saúde. Mas já vi

gente bem formada e importante que deixava a cachorra de estimação tirar da boca da mãe a sua dentadura.

Mas hoje, o meu objetivo principal é comentar o suicídio do querido ator Flávio Migliaccio. Estava com 85 anos de idade e fez a felicidade de milhões de brasileiros com os papéis por ele

representados. Voltados tanto a crianças como adultos.

Ele deixou uma triste carta. Deveria ser utilizada pelos professores para educar os alunos em sala de aula. Já que nem sempre essa educação é dada pela família.

Disse” Me desculpem, mas não dá mais. A velhice neste país é como tudo aqui. A humanidade não deu certo. A impressão é que foram 85 anos jogados fora, num país como este e com esse tipo

de gente que acabei encontrando. Fez um pedido especial "cuidem das crianças de hoje”.

Aprendeu a trabalhar no "Teatro de Arena”

Em sua fala relembrou os tempos da ditadura militar e preocupação com o atual momento do país.

Referiu-se a esse "hálito putrefato”, enquanto promovem "a devastação dos velhos”.

Seu amigo, de 90 anos e atriz famoso Lima Duarte revelou : ”Eu não tive a mesma coragem que você”.

È muito triste vermos pessoas tão evoluídas como ele e que se dedicaram a vida inteira á felicidade dos outros tomar uma atitude radical como essa. Sucumbiu diante da velhice e da impossibilidade

de vislumbrar mudanças num país como o nosso e no mundo em que vivemos.

Enquanto isso, vemos pessoas totalmente despreparadas tendo a ousadia de ocupar cargos políticos sabendo que não tem competência de contribuir para a mudança.

Nesse caso, do nosso artista, Deus preparou para ele um carrossel de luzes e estrelas para vir buscá-lo.

Assim Seja

Divulgação
Elda Jabur
é professora de História formada peLa Unesp de Assis. Trabalhou no Sesi e no Estado até aposentar-se. Há muito tempo dedica-se a escrever para jornais, faz óleo sobre tela e pertence à Ordem Rosacruz - AMORC há mais de 30 anos. Reside na Cidade de Cândido Mota/SP.
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