04 de Agosto de 2020
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Escritora britânica de renome internacional: Virginia Woolf (1882-1941)

COLUNISTA - Elda Jabur

Escritora britânica de renome internacional: Virginia Woolf (1882-1941)

Ficou conhecida como defensora do modernismo e do feminismo. Escreveu manifestos que influíram nas pessoas no início dos regimes totalitaristas.

Previu que a segunda guerra mundial não poderia ser evitada.

Achava impossível modificar em poucos anos a civilização patriarcal que já estava consolidada. Para a época em que viveu, adotou posturas muito corajosas. No Brasil, com a imposição do regime colonial, somos até agora resultado dessa sociedade arcaica, preconceituosa e machista.

Somente a partir desse século as mulheres começaram a ocupar posições de destaque na sociedade.

As mulheres nascidas no início do século passado.

Foram as primeiras a derrubar barreiras e se impor como seres humanos dignas de respeito.

Os estigmas ainda são muito fortes.

Constantemente temos que lutar por nossos direitos. Isso ocorre em países subdesenvolvidos, como é o nosso caso. Todos os dias vemos casos de feminicídio e estupros.

Três Guinéus.

Um dos livros de Virgínia Wolf, publicado em 1938.

Em seus escritos ela procurava ridicularizar autoridades machistas da época.

Para isso utilizava-se de determinadas figuras. Por exemplo:

__General com penacho ( no caso, capacetes ) e peito coberto de condecorações e medalhas.

---Corneteiros de botas altas e saiotes bordados.

---Catedráticos com bastão, samarra (espécie de túnica, ou bata ou casaca usada por clérigos ou militares.

---Juiz com peruca ou toga de pelica. Por ironia, até agora são usadas por ministros de nosso país. Considero-as ainda como símbolo de poder, como modelo das monarquias absolutistas e retrógadas.

---Arcebispo com manto, cetro e adereços preciosos. Até hoje utilizados por membros do clero, também representativos de muito poder e manipulação das almas ( pra não dizer penadas).

A inquietante vida de Virginia Woolf

Toda a sua literatura foi influenciada por suas idéias, assim como suas posturas individuais. Foi alvo de críticas constantes no momento em que a sociedade era totalmente retrógada. Era defensora do feminismo e do modernismo.

O apoio de seu marido.

Foi fundamental para o exercício de suas atividades literárias. Mesmo considerado na época como em casamento de fachada, havia entre eles amor e respeito mútuo. Ele tinha condições econômicas e permitia a ela uma vida de regalias. Era o primeiro a conceder-lhe a liberdade tão desejada por ela e nunca a censurava por suas opiniões. Ela viveu como quis, mas no pouco que li sobre ela, dá pra perceber que muitas vezes era envolvida pela angústia e depressão. Admirada pelos amigos e criticada por muitos.

Seus dramas particulares e a constante luta contra os fantasmas interiores.

Depois de tentativas de suicídio, conseguiu o seu intento.

No dia 28 de março de 1941, encheu o bolso de pesadas pedras e dirigiu-se ao rio Ouse, próximo a sua casa. Enfim, consegue suicidar-se.

Mulher inquietante e admirável, atemporal.

Ainda hoje pode nos servir de exemplo. As gerações mais velhas, e milhões ainda vivas, poderiam falar do pior preconceito perpetuado, o machismo.

Frases tiradas do contesto lido:

"Sua atividade era considerada respeitável e inofensiva por não interferir no orçamento familiar”

"Ela era uma moça no quarto com uma caneta na mão. Só precisava movê-la”.

"Ela foi impedida de ter educação formal como os irmãos. Aprendeu sozinha ou com o pai”.

Naquela época as meninas não iam à escola. Infelizmente isso acontece ainda hoje em muitas culturas.

Colunista Elda Jabur
Elda Jabur
é professora de História formada peLa Unesp de Assis. Trabalhou no Sesi e no Estado até aposentar-se. Há muito tempo dedica-se a escrever para jornais, faz óleo sobre tela e pertence à Ordem Rosacruz - AMORC há mais de 30 anos. Reside na Cidade de Cândido Mota/SP.
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