04 de Dezembro de 2022
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Exercício Físico e Demência: como retardar esse processo

Acredito que a demência seja um assunto bem delicado entre várias famílias que convivem com pessoas que sofrem com ela: por preconceito, pela dificuldade de tratamento, pela falta de cura, pela perda do vínculo familiar, pela dificuldade do cuidado, entre tantas outras dificuldades que encontram os familiares e/ou pessoas nessa situação.

Falei sobre algumas delas há duas colunas atrás, e tive bastante interesse no assunto, então, decidi falar um pouco mais sobre essa síndrome que é caracterizada por uma deterioração progressiva das nossas funções cognitivas, levando o paciente a ter dificuldade na realização de tarefas cotidianas, ou mesmo impossibilitá-lo de realizá-las, quando o quadro se agrava com o passar dos anos.

A demência, assim chamada, afeta diretamente a memória, o raciocínio, a linguagem e as habilidades sociais, dificultando muito o acompanhamento e cuidado desse paciente.

Explicado um pouco sobre isso, podemos dizer que temos em nossas mãos também o poder de retardamento dessa síndrome que afeta tantas pessoas. Diversos estudos, no mundo inteiro, associam o exercício aeróbico à melhora de substâncias liberadas pelo cérebro para inibir a demência, ou retardá-la pelo maior tempo possível.

Pesquisas indicam que 40 minutos de caminhada moderada, de 3 a 5 vezes por semana já seriam o suficiente para afastar esse mal de nós, e de nossa família.

Divulgação - Cláudia Bueno - educadora física - Foto: Divulgação
Cláudia Bueno - educadora física - Foto: Divulgação


As demências afetam geralmente pessoas idosas, ou seja, em média pessoas acima de 60 anos, portanto, mudar nosso comportamento sedentário na terceira idade é de extrema importância, e seus benefícios vão muito além do cognitivo: fortalecem músculos, dão autonomia ao idoso, tempo de qualidade, menos custos com remédios, socialização, disposição e muito mais.

Outras medidas, como não fumar, não abusar do álcool, controlar o peso e manter os níveis de colesterol, pressão arterial e açúcar no sangue dentro da normalidade também ajudam a reduzir o risco de desenvolver a condição.

Compartilhe com alguém que você conheça essa coluna de hoje, para que os benefícios do exercício físico alcance mais pessoas, que possamos nos envolver cada vez mais com atividades que realmente nos fazem bem e que agreguem valor para nossa vida.

Procure na sua cidade locais e projetos que atendam a terceira idade com respeito e cuidado nas atividades e que as mesmas sejam voltadas para a prevenção de doenças que afetam esse grupo populacional.

Ótimo domingo e CORAGEM: amanhã é segunda-feira!!!
Divulgação
Cláudia Bueno
Cláudia Bueno, Educadora Física - CREF/PR: 017404
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