19 de Maio de 2022
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Os planos da General Motors para a era dos elétricos no mercado brasileiro

COLUNISTA - Elisa Barbosa

De acordo com a GM, a mudança no mercado dos carros elétricos e o seu crescimento no Brasil vão depender da vontade da sociedade em transformar o cenário atual.

Segundo Marina Willisch, vice-presidente de Relações Governamentais e de Comunicação da GM para a América do Sul, em entrevista à EXAME Invest, "Temos todos os minerais necessários ou no Brasil ou no nosso entorno. Temos mão-de-obra extremamente qualificada, exportamos engenheiros. A academia é muito forte. Temos uma capacidade de produção enorme. Precisa de investimentos, como em qualquer lugar do mundo. Os fornecedores no país são globais. E temos consumidores exigentes a partir do momento em que puderem experimentar carros elétricos".
No Brasil, no entanto, a indústria automotiva, bem como especialistas, defende o uso do etanol como principal combustível no setor, já que o país é um dos seus maiores produtores no mundo.

Divulgação - Elisa Barbosa, especialista em ESG - Foto: Divulgação
Elisa Barbosa, especialista em ESG - Foto: Divulgação


Marina pontua que a pandemia mudou rapidamente a forma de trabalhar, pensar, se comunicar e se locomover: "Temos que ser mais sustentáveis. O ESG engloba essas dimensões, do lado ambiental, social, das pessoas, e de como gerenciar tudo isso. A GM quer ser uma empresa mais inclusiva, ao mesmo tempo em anunciou que a nossa visão é de zero acidente, zero emissão e zero congestionamento, para tornar o convívio social mais prazeroso, para economizar o tempo das pessoas e para salvar as suas vidas." Segundo ela, um dos pilares para permitir que isso aconteça é a eletrificação.

Questionada sobre os valores altos dos carros elétricos no nosso país, a vice-presidente aponta que serão necessárias políticas públicas de apoio da União, Estados e Municípios, e afirma que a GM está investindo para reduzir o custo da bateria, além de trabalhar diretamente com startups para melhorar a infraestrutura como um todo: "Temos conversado muito sobre isso na GM. Temos todos os minerais necessários ou no Brasil ou no nosso entorno. Temos mão-de-obra extremamente qualificada, exportamos engenheiros. A academia é muito forte. Temos uma capacidade de produção enorme. Precisa de investimentos, como em qualquer lugar do mundo. Fornecedores que são globais. E temos consumidores exigentes a partir do momento em que puderem experimentar carros elétricos.", disse Willisch.
Divulgação - Elisa Barbosa
Elisa Barbosa
Elisa é advogada atuante na área de migração pelo Instituto ProBono e ProMigra/USP, mestre pela UNESP e consultora em ESG - OAB/SP 365.622
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