29 de Setembro de 2020
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Por que precisamos do Hospital de Campanha?

COLUNISTA - Arildo Almeida

Ele já é uma realidade. O Hospital de Campanha de Assis está quase todo montado. Na última sexta-feira, o prefeito José Fernandes apresentou o espaço para os prefeitos da região e a previsão é de que ele esteja pronto para uso no final do mês. Serão 32 leitos, uma UTI, dois consultórios hospitalares e uma farmácia, além de médicos, enfermeiros e auxiliares que serão contratados. Ao todo, a prefeitura vai investir R$ 450 mil em infraestrutura mais R$ 300 mil em recursos humanos. Tudo isso para atender a demanda de pacientes – mas todos nós esperamos que ele não seja necessário.

E por que precisamos de um hospital provisório? Será que nossa cidade não está preparada para um grande número de doentes? Assim como em todos os lugares do mundo, nenhum sistema de saúde é projetado para atender pandemias, porque são situações excepcionais. As cidades, em geral, têm um número de pessoas que precisam de diversos cuidados de saúde.

Quando há uma crise endêmica, mais pessoas precisam de atendimento e não se pode colocar em risco indivíduos que precisam de outros cuidados médicos. Por isso, a Organização Mundial de Saúde recomenda que se monte hospitais de campanha quando há a pandemia. No momento em que surge uma nova doença, como o covid-19, que se espalha muito rápido pela falta de imunidade da população, as chances do sistema de saúde entrar em colapso é grande.

Para fazer com que a curva de infecção não atinja seu pico num curtíssimo espaço de tempo, os governos tomam diversas medidas, como o isolamento social e a construção de hospitais provisórios, para dar conta do aumento brusco de doentes.

E quando tudo isso passar, o que será feito com os equipamentos e insumos adquiridos para o Hospital de Campanha? Eles serão destinados para o sistema de saúde de Assis.

Nunca é demais dizer: não é hora de pânico, é hora de agir com sabedoria, sapiência, entendimento e consciência, porque quando estamos preparados, podemos impedir um mal muito maior.

Bom dia, Assis!!!


*Colaborou Andreia Alevato

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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