11 de Julho de 2020
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Um gigante de pequenos, porém importantes e necessários!

COLUNISTA - Professor Thiago Hernandes

O artigo de hoje traz a proposta da reflexão de aspectos geopolíticos ligados ao COVID 19, ao fazer leitura geoeconômica d a importâncias das micro e pequenas empresas no país.

O Brasil ocupa o 5º lugar do mundo em extensão territorial e população, estando entre as 10 maiores economias do PIB – Produto Interno Bruto.

Com economia complexa e variada, fortemente apoiada no mercado interno, o país participa com apenas aproximadamente 1 % do PIB do comércio internacional.

Alguns dados chamam a atenção. Vejamos:

- As MPEs – Micro e Pequenas Empresas – respondem por 53,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do comércio;
- Na indústria e no setor de serviços, a participação delas é 22,5% e 36,3% respectivamente;
- São mais de 13 milhões de empresas optantes pelo Simples Nacional;
- 55% dos empregos formais estão em pequenos negócios;
- 41 % das empresas exportadoras são pequenos negócios, entretanto participam com apenas 0,5% da quantia total exportada;

Ante a este cenário, é possível constatar que este seguimento da economia tem uma importância ímpar, visto que tem um peso expressivo na geração de empregos, impostos e renda.

Mas o que leva uma pessoa a iniciar um pequeno negócio? As razões são as mais variadas, compreendendo motivações como:

- Tino empreendedor;
- Desemprego;
- Sonho;
- Entrada de um recurso financeiro extra;
- Não querer ser mais empregado;
- Falta de oportunidades no mercado de trabalho regular;
- Etc;

Entretanto, como pode-se observar, a quantidade de pequenos negócios que encerram suas atividades pouco tempo após iniciá-las é significativamente expressivo – 60% do total antes de 5 anos de operação.

Este número absurdamente assustador é o resultado da sinergia de diversos fatores, tais como:

- Conhecimento insuficiente do empreendedor ao setor que está atuando;
- Pouca qualificação para a gestão de todas as demandas do negócio;
- Externalidades que fogem de sua alçada de controle (como o COVID – 19);
- Falta de capital financeiro para o giro do negócio;
- Ausências de políticas governamentais eficazes voltadas ao setor
- Etc;

Desta forma, é de fundamental importância que o Estado em todas as suas esferas venha a desenvolver políticas públicas para o fortalecimento e incremento deste seguimento junto ao montante da dinâmica econômica nacional.

Assim, dentre as ações de estímulo a este tão importante seguimento, cabem:

- Diminuição da burocracia;
- Ampliação das linhas de crédito com prazos mais largos e taxas menores;
- Medidas de estímulo a modernização;
- Estímulos a economia local;

Não quero aqui menosprezar o "peso” e importância que as grandes corporações apresentam na composição econômica nacional, uma vez que cada setor da economia tem seu próprio perfil de "tamanho” de seguimento empresarial, entretanto, para que um país verdadeiramente se torne grande, ele precisa valorizar e estimular as iniciativas empreendedoras locais para que venham cada vez mais contribuir para o crescimento de todos!

Divulgação
Prof. Me. Thiago Hernandes
graduado e mestre em geografia, professor de ensino médio e ensino superior. Dono do canal no youtube, GEOEXPLICA
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