06 de Outubro de 2022
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Estudante de Tarumã é impedido de colar grau na faculdade após cair em golpe de supletivo falso

O formando em Direito realizou o supletivo de forma online no ano de 2015

Muitas pessoas dedicam anos de sua vida para conquistar a tão sonhada graduação, a partir dela que muitas pessoas começam suas carreiras e alcançam estabilidade na vida. Mas esse sonho pode ser prejudicado por criminosos, como o caso de um jovem tarumãense que caiu em um golpe que o impediu de se formar.

Segundo o jovem, que preferiu não se identificar, em 2015 ele deu início a um curso de supletivo online, no Instituto Educacional Luminis, no Rio de Janeiro, para concluir os três anos do Ensino Médio.

"Após concluir esse curso, recebi certificado e histórico escolar, tudo certinho, até com assinatura de supostos profissionais da educação do Rio de Janeiro e então dei início a minha graduação em Direito, pela Universidade de Marília (UNIMAR)", explicou.

Após cinco anos se dedicando à faculdade, no tempo da colação de grau o jovem estudante recebeu a notícia de que estava impedido de fazer a conclusão da graduação pois seu histórico escolar apresentava irregularidades.

"As irregularidades eram justamente o histórico do ensino médio, ao qual segundo a Unimar não passava apenas de um golpe, já que tentaram várias vezes contato com a escola e não conseguiram, fora que não acharam publicação nenhuma com meus dados no Diário Oficial, meu mundo caiu", desabafou.

O golpe
Após descobrir a farsa, o jovem procurou a empresa para recorrer aos seus direitos, mas o que encontrou foram milhares de relatos de pessoas que passaram pela mesma situação.

"Me deparai com inúmeros processos envolvendo a escola e até um esquema de emissão de certificados, ao qual receberam 750 milhões por mais de 350 mil certificados emitidos irregularmente, eu fique sem saber como agir, com medo de perdeu minha graduação", relatou.

Em uma reportagem publicada pelo Portal Extra, é contado detalhadamente o andamento da investigação contra a instituição, no ano de 2018, que mesmo proibida de emitir certificados continuou com suas atividades e deu o golpe em diversos alunos.

De acordo com o jovem a empresa fechou, mas os prejuízos ficaram com quem investiu tempo e dinheiro, e agora terá que retornar para a sala de aula.

Próximos passos
O estudante de 27 anos só poderá colar o grau após concluir os três anos do Ensino Médio, e ele contou ao Portal AssisCity como isso vai prejudicar sua vida.

"Eu abri mão de prestar o exame da OAB, pois caso eu passe, preciso apresentar o diploma em até um ano, e eu não sei se vou conseguir. A Unimar me garantiu que não vou perder minha graduação, mas agora precisa concluir o colegial novamente", explicou.

O jovem está desempregado e via na graduação a chance de sua vida começar a caminhar, mas após o golpe, ele já não sabe o que fazer.

"A minha chance seria o ENCCEJA, mas o último dia para inscrição foi dia 4 de junho, e agora por essa modalidade eu só consigo em outubro do ano que vem", pontuou.

A vítima do golpe ainda ressalta que procurou divulgar seu caso para que outras pessoas não corram risco de caírem em golpes parecidos. "Existem pessoas horríveis no mundo, que podem destruir seus sonhos, então fiquem atentos, procurem as procedências, antes de se dedicar a algo que nem se quer existe", finalizou.
Redação AssisCity
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